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Testamos: Top Racer Collection é uma volta aos tempos do SNES

Créditos: Divulgação / QUByte Interactive

O Top Racer Collection chega ao mercado em 7 de março, mas o 33Giga teve acesso ao game de maneira antecipada, para conhecermos melhor esse relançamento. Para quem não está familiarizado com o nome Top Racer, este era o título do game Top Gear no Japão, difundido originalmente em 1992 para o Super Nintendo e que fez mais sucesso no Brasil do que em outros mercados.

Portanto, este relançamento, feito pela empresa brasileira QUByte Interactive, nada mais é que um port dos três games clássicos da era dos 16 bits (Top Racer, Top Racer 2 e Top Racer 3000), além da inclusão do Top Racer: Crossroad, que é inédito e traz alguns carros novos e que remetem a modelos clássicos, como o Ferrari F50, Dodge Viper, um que lembra qualquer Lamborghini e, o maior esportivo de todos, o Fiat Uno com a escada no teto, o carro mais rápido do mundo.

A versão que tive acesso é para PC, via Steam, mas o jogo será lançado para consoles também. Será possível jogá-lo no PlayStation 4 e PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series X/S, e Nintendo Switch. O único preço disponível até aqui é o da versão para Switch, sendo vendido por R$ 49,99. A tendência é que este seja o valor das demais plataformas.

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Nostalgia instantânea 

Ao abrir o game pela primeira vez, nota-se como o mundo dos games mudou radicalmente nesses 30 anos. Para tornar o ambiente mais agradável, a QUByte colocou uma interface na coletânea. Dessa forma, é possível escolher o jogo desejado de maneira simples. Há um manual de instruções para cada um deles e um menu de opções, no qual é possível ajustar resolução, controles e sons, por exemplo. Nos tempos do Super Nintendo, nada disso existia. Você ligava o console, espetava o cartucho, rezava para funcionar e já caía direto no game.

O Top Racer original é o meu favorito da franquia, então comecei por ele. Passado o menu moderno, você embarca direto para uma viagem ao mundo dos 16 bits. A nova versão respeita os menus originais, mas apenas depois de o jogador ter escolhido o seu modo de jogo. Eu optei pelo campanha, mas também é possível disputar corridas online, fazer provas solo ou apenas dar voltas rápidas.

Jogar Top Racer (ou Top Gear) significa ignorar qualquer conhecimento mínimo em técnicas de pilotagem. Se você gosta de simuladores modernos, como Assetto Corsa ou iRacing, saiba que aqui você nunca vai usar o freio – pelo menos eu nunca freio. Tangência, carregar velocidade do carro, utilizar as zebras, pegar vácuo. Nada disso serve no Top Racer. Você acelera o máximo que der, aponta para a curva e torce para o carro não bater nos concorrentes ou em uma árvore.

Eram tempos mais simples. Em 1992, isso era o mais próximo que os videogames conseguiam chegar das corridas reais. Hoje, o nível de realismo é tanto que dá para confundir uma prova de verdade com imagens de simulador. A turma da Record vive fazendo isso.

De volta ao jogo, a QUByte preservou até o layout dos botões da época do SNES. É estranho acelerar no Y (ou triângulo) do controle de Xbox, mas era assim no jogo original. No controle do SNES, ali é o lugar do X, e abaixo dele fica o A, onde se ativa o nitro no game, para aumentar a velocidade do carro.

É possível mudar isso nos menus, mas prefiro manter a originalidade. Por sorte, a trilha original também foi mantida. E que saudade de ouvir a trilha do Top Racer, uma das minhas preferidas de todos os tempos. Eu ficaria o dia todo só ouvindo as músicas do game.

Eu joguei brevemente os demais títulos. Top Racer 2 é uma clara evolução do primeiro, mas a trilha não brilha tanto e nunca me prendeu muito este jogo. No 3000, acredito que os desenvolvedores originais perderam a mão de vez. As corridas tem uma pegada futurista, com as pistas sendo em galáxias e planetas. Uma viagem terrível.

Agora, o Crossroad foi uma boa inclusão. Ele preserva muito do primeiro jogo, e poder jogar com um Uno com escada no teto é uma baita sacada.

Problemas com telas modernas

Quando o SNES era o videogame do momento, as TVs usadas eram de tubo, com resolução baixa e proporção de 4:3. Por isso, a QUByte deixa o game em uma espécie de janela. Eu ampliei um pouco esta janela e deixei o fundo preto, para uma maior imersão, mas não recomendo a opção de preencher toda a tela, pois o resultado é bastante distorcido.

É possível também aplicar alguns filtros para suavizar a imagem, recurso presente em emuladores. Por falar nisso, outra função comum da emulação é poder salvar o jogo a qualquer momento. Isso facilita muito o progresso, mas para quem quiser ser totalmente raiz, é possível utilizar o clássico esquema dos passwords, que são disponibilizados sempre que você avança de fase.

Veredito sobre o Top Racer Collection

Por R$ 50 (lembrando que é o preço para Switch), Top Racer Collection permite matar a saudade dos tempos do SNES e com quatro games em um. O port foi bem feito, ao menos no PC, e dá para jogar o game sem problemas. Por diversos anos, tentei jogar o Top Gear em emuladores, mas a experiência sempre foi ruim. Ao menos nesta coletânea, dá para jogar sem maiores complicações.

O maior problema é mesmo a questão dos monitores modernos serem bem diferentes das TVs dos tempos de 16 bits. E o gráfico é fiel ao da época, então não espere uma super-resolução. Para quem quer uma versão moderna do Top Racer (ou Gear), há uma solução: Horizon Chase, que também é brasileiro, é um sucessor espiritual da franquia clássica, mas com gráficos atualizados. E com o Uno com escada no teto também presente. Agora, se você esperou por anos para conseguir jogar o tradicional, pode abraçar o Top Racer Collection sem medos. Ele foi feito para você.

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Na galeria, veja algumas capturas do Top Racer Collection:

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