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5 provas de que o ensino phygital veio para ficar

Créditos: DepositPhotos
6 março, 2023
Da Redação, com assessoria

Após quase três anos vivendo um cenário atípico por conta da pandemia de covid-19, a educação a distância , que já registrava crescimento nos anos anteriores, ganhou um impulso ainda maior. Com isso, um novo modelo surgiu e está cada vez mais popular e presente nas escolas, universidades e cursinhos preparatórios para provas: o ensino phygital.

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O termo “phygital” se refere à junção das palavras “physical” (físico, em inglês) com o “digital”, representando assim a integração entre o online e offline, visando proporcionar aos estudantes experiências cada vez mais interativas e personalizadas, que possibilitem o aprendizado efetivo e criem boas experiências.

Ao longo de 2021, mais de 3,7 milhões de estudantes brasileiros se matricularam em cursos a distância. Segundo levantamento do INEP, o percentual de matriculados em EAD aumentou 274,3%, nos últimos dois anos, evidenciando mais uma vez a expansão dessa modalidade. No entanto, hoje fica cada vez mais claro que não é preciso optar por outro modelo (online ou presencial) e que, na verdade, um formato precisa do outro para que o ensino seja mais completo e atenda às necessidades dos estudantes.

“O isolamento social impediu os alunos de saírem de casa, e, com isso, a única forma possível de continuar a estudar era por meio da internet. Assim, muitos jovens aderiram ao ensino online e tiveram a oportunidade de aprender fora de uma sala de aula tradicional”, comenta Michel Arthaud, influenciador e professor de Química da plataforma Professor Ferretto, focada no conteúdo complementar para o Ensino Médio e preparação para Enem e vestibular.

Na visão do educador, hoje já não é possível distinguir com tanta clareza até que ponto vai o ensino tradicional e em que momento começa o aprendizado online. Até mesmo porque cada vez mais professores utilizam recursos digitais para chamarem a atenção dos seus alunos, mesmo em uma aula presencial, e o aprendizado acaba acontecendo o tempo todo, no dia a dia do aluno.

“Acreditar que o ensino a distância é um complemento do presencial é uma visão ultrapassada, pois, na verdade, as duas realidades estão interconectadas, e muitas vezes é até mesmo difícil diferenciar o que é físico do que é digital. Então, não se deve mais pensar em optar por um ou outro modelo, ou pelo aprendizado pelos canais online como algo complementar da aula ‘de verdade’, e sim ver que não é mais possível ensinar e aprender, de maneira de fato eficaz, adotando canais 100% presenciais, e é aí que entra o conceito de ensino phygital”, defende Michel.

Pensando nisso, o docente listou cinco provas de que esse modelo educacional veio para ficar:

1. Juventude hiperconectada

Não é difícil notar que, cada vez mais, a fronteira entre o “mundo real” (offline) e o “mundo virtual” (online) está menos clara. Enquanto as gerações mais antigas lembram com saudosismo da “vida analógica”, os mais jovens já nasceram na era da internet, em um ambiente hiperconectado, e não costumam fazer uma separação tão clara entre as duas realidades.

“O ensino phygital ganha cada vez mais espaço nas mais diversas áreas – cultura, comércio, marketing, saúde, tecnologia – e é claro que a educação não ficaria de fora. O conceito visa aproveitar o melhor dos dois mundos, oferecendo uma experiência mais imersiva e com mais possibilidade de interação, dessa forma construindo um modelo mais alinhado à realidade”, resume o docente.

2. Versatilidade 

“É um grande desafio para os professores, seja na aula presencial, seja na remota, prender a atenção do aluno até o final da explicação. Hoje, o jovem recebe múltiplos estímulos e é muito mais inquieto e imediatista do que as gerações anteriores. Sendo assim, o modelo phygital ajuda a fugir do ‘mais do mesmo’ e a manter a concentração do estudante, por ser mais versátil e oferecer os conteúdos em diferentes formatos e canais”, avalia Michel.

3. Aluno como protagonista de seu aprendizado

Por meio das plataformas online e da mescla entre offline e online, os alunos ganham maior autonomia para aprender da maneira mais adequada ao seu perfil, diferentemente do modelo 100% presencial. “No ensino phygital, o estudante faz a gestão de seu próprio plano de estudos, se organizando para participar das aulas presenciais e para acessar os conteúdos virtuais”, diz o especialista.

No entanto, a disciplina do aluno é fundamental. “É preciso traçar um cronograma equilibrado, que contemple todas as matérias e as aulas presenciais e remotas, e seguir o que foi planejado. Não é recomendado faltar em aulas, sejam físicas, sejam remotas, nem deixar de lado as disciplinas que não gosta ou que têm mais dificuldade”, alerta.

4. Flexibilidade de horários

Como parte dos conteúdos são apresentados de forma online, e as aulas ficam gravadas, os estudantes não precisam se adequar 100% do tempo a uma grade horária fixa, seguindo uma rotina menos “engessada”. “Cada um pode fazer seu planejamento como preferir, e pode alternar os estudos entre um dia e outro. Ou seja, dividir as disciplinas da forma como fizer mais sentido para si. Independentemente do horário que o aluno prefira se dedicar ao aprendizado online – manhã, tarde, noite ou até madrugada –, o importante é reservar de fato aquele período do dia para se dedicar aos estudos, sem distrações ou interrupções”, diz o educador.

5. Melhor custo-benefício

De forma geral, as plataformas de ensino online oferecem preços mais acessíveis, já que não precisam de um espaço físico que comporte um número determinado de alunos. Como podem ser acessadas por milhares de estudantes, do Brasil todo, os valores são muito mais em conta que os dos cursos presenciais.

“Dessa forma, aliando o presencial com o aprendizado pela internet, o ensino phygital permite oferecer educação mais acessível, sem deixar de lado a qualidade. Na internet, se trabalha em escala. Já devido à limitação física de uma sala de aula, obviamente o ensino tradicional é bem mais caro. Sendo assim, no phygital o aluno acaba tendo que investir menos, e também economiza por não precisar se deslocar todos os dias, poupando gastos excessivos com transportes, comida, e mais”, finaliza Michel.

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