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Uso do celular em sala de aula pode repercutir na vida profissional?

Créditos: DepositPhotos
27 junho, 2023
Da Redação, com assessoria

A apresentadora do jornal matinal Em Ponto da GloboNews, Cecília Flesch, foi demitida por conta de uma entrevista para o podcast É Nóia Minha?, realizada em abril deste ano. A jornalista foi desligada após a repercussão de suas falas. Entre as declarações polêmicas, a que mais chamou a atenção do público foi sobre o uso do celular durante as gravações: “Se vocês me viram fazendo alguma pergunta no jornal, eu estava jogando TwoDots dois segundos antes”.

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Embora o uso de gadgets facilite – e muito – a vida, é preciso estabelecer limites no uso durante o trabalho. Conforme mostra pesquisa realizada pela plataforma de empregos CareerBuilder, mais de 55% dos chefes acreditam que o celular é um dos principais culpados da perda de produtividade. Em um ambiente profissional, o dispositivo pode oferecer vantagens, como o acesso a diversos conteúdos, facilidade de comunicação, e ainda pode favorecer a autonomia. Mas, da mesma forma que o uso pode oferecer benefícios, também existem desvantagens como a distração e a diminuição da interação social.

Atualmente, o uso do celular começa na primeira infância. O hábito de utilizar o telefone constantemente durante os estudos pode se estender para a vida profissional. Os dispositivos eletrônicos devem ser considerados um problema quando atrapalham o desempenho dos estudantes na sala de aula e ambientes de aprendizagem, sejam eles crianças, sejam adolescentes ou adultos.

Na visão de Lissandro Falkowiski, gerente de educação do Centro Brasileiro de Cursos (CEBRAC), tudo é bem-vindo como ferramenta, contanto que haja equilíbrio. “O celular pode ser um bom aliado como ferramenta de trabalho ou na educação, mas a partir do momento em que isso começa a dificultar alguns pontos, deve ser ponderado. Até mesmo em casa isso precisa ser equilibrado, assim como em ambientes de socialização” completa.

Em um levantamento do Comitê Gestor da Internet no Brasil, 90% das crianças e adolescentes têm acesso à internet e, dentre eles, 95% usam o celular como principal meio de navegação. Portanto, moderar o tempo no telefone, tanto em sala de aula quanto em horário de trabalho, é um dever. Quando uma pessoa se insere no mundo corporativo, ela carrega uma carga maior de responsabilidade, e o uso indevido de dispositivos eletrônicos pode prejudicá-la.

Para Érica Crispim, professora do curso de Administração e Finanças da unidade CEBRAC Ourinhos, o uso do celular em sala de aula, quando aplicado com uma metodologia adequada, pode ser uma ferramenta poderosa para envolver os alunos na prática educacional. “Com a popularização dos smartphones, é cada vez mais difícil ignorar seu potencial como uma fonte de conhecimento e interação. Na metodologia CEBRAC, com uma abordagem dinâmica e prática, conseguimos incentivar o uso como uma ferramenta de aprendizado. Em vez de proibi-lo, direcionamos os alunos para atividades que envolvam pesquisas, acesso a conteúdos complementares, ferramentas de produtividade e até mesmo aplicativos educacionais, sempre orientando o uso e limites do aparelho.”

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