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SCRUFF e Gay Blog lançam campanha voltada à saúde de pessoas trans

Créditos: DepositPhotos
20 janeiro, 2023
Da Redação, com assessoria

Desde 2004, quando Brasília foi palco de um ato nacional para o lançamento da campanha “Travesti e Respeito”, 29 de janeiro foi instituído como o Dia Nacional da Visibilidade Trans. A data visa lembrar e combater a violência, a discriminação, a desinformação, o preconceito e a transfobia sofridos por um dos grupos sociais mais vulneráveis da sociedade.

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O SCRUFF, aplicativo de relacionamento para pessoas LGBTQIAPN+, e seu parceiro de conteúdo Gay Blog BR fazem uma ação conjunta no mês de janeiro para reforçar a luta pela visibilidade e direito de pessoas trans. A campanha consiste em três frentes: infográfico sobre a data (postado em suas redes sociais com alerta no app), publicação de dois vídeos (um sobre a importância de discutir saúde trans e outro sobre denúncia de transfobia no app) e uma entrevista com a infectologista Maria Felipe Medeiros, pessoa trans e não binárie feminina, que cobra uma atitude mais contundente das autoridades e da sociedade

“Eu tive oportunidade de me formar enquanto médica. Hoje, sou infectologista. Mas só consegui ter forças para me assumir enquanto trans após sair de todas as amarras de formação profissionais possíveis. Obviamente, tive que me fechar durante muito tempo para que eu sobrevivesse neste ambiente tão hostil”, afirma Maria Felipe. “Fico muito grata e feliz de ver outras manas trans e travestis e outros manos trans acessando a universidade já com o peito aberto e já se colocando assim desde o dia 1, se formando e entrando no mercado de trabalho, na saúde, para trabalhar por nós e para nós”, completa.

Mesmo com os avanços possíveis em questões como acesso à saúde, respeito aos nomes sociais, direito ao trabalho e à vida, entre outra reivindicações, a população trans e travesti enfrenta inúmeros desafios no que se refere, principalmente, a área da saúde. Discriminação, acolhimento inadequado, despreparo dos profissionais, além da ausência de políticas públicas, foram alguns dos problemas citados pelo relatório da CPI de Violência Contra Trans e Travestis de São Paulo, realizado em 2022.

Maria Felipe Medeiros ressalta que, além da “transfobia escancarada” vista em diversos ambientes, por vezes os profissionais trans acabam atrasando processos que beneficiariam o acolhimento da própria comunidade dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), e também muitas vezes fora dele. Em suas redes, a infectologista abre espaço para o diálogo e tira dúvidas sobre questões da saúde que envolvem a comunidade LGBTQIAPN+, como o alerta sobre o risco maior de mulheres trans e travestis se infectarem com HIV, devido as situações de vulnerabilidade as quais são expostas.

“Hoje me sinto muito feliz de estar atuando em locais em que sou respeitada como médica, como infectologista e também como trans feminina. Para além do respeito, atuo auxiliando o acesso das minhas e dos meus nestes locais. Atualmente, em todos os locais que trabalho, eu minimamente trabalho com saúde LGBTQIAPN+”, finaliza.

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