Negócios
Brasileiros podem triplicar salários trabalhando para empresas do exterior, aponta pesquisa
- Créditos/Foto:DepositPhotos
- 24/Fevereiro/2025
- Da Redação, com assessoria
Trabalhar para empresas internacionais pode significar salários até três vezes maiores para brasileiro, em comparação com profissionais que atuam no mercado nacional, revela o estudo Brazilian Global Salary. Realizado pela TechFX, plataforma de câmbio para profissionais que prestam serviços ao exterior, o levantamento entrevistou 1.611 brasileiros entre novembro e dezembro de 2024, dos quais 1.433 trabalham para companhias gringas.
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Segundo o estudo, profissionais brasileiros
Na visão de Eduardo Garay, CEO e fundador da TechFX, a diferença de salários ajuda a entender porque o número de contratação de brasileiros por empresas estrangeiras têm crescido tanto. Segundo o último Relatório Global de Contratações Internacionais da Deel, o crescimento anual foi de 46%.
Dentre as justificativas para esse movimento, o especialista aponta para fatores como a valorização das habilidades técnicas, o impacto da demanda global por mão de obra qualificada em setores estratégicos, sobretudo nas áreas de tecnologia, além da alta recente vivenciada pelo dólar, que superou a marca de R$ 6. “Os profissionais brasileiros têm se destacado pela capacidade técnica e pela adaptabilidade em desafios globais, o que os torna ativos valiosos para empresas no exterior. Quando combinamos isso com a desvalorização do real, o cenário é de remunerações internacionais muito mais atrativas”, avalia.
A alta sofrida pela moeda norte-americana pode ser percebida ainda no avanço do número de brasileiros atuando remotamente para empresas nos Estados Unidos. Não à toa, ainda segundo o estudo, os EUA lideram com folgas entre os países do exterior que mais contratam brasileiros, representando 85% das oportunidades para aqueles que buscam receber seus salários em moedas fortes. A título de comparação, o posto de segundo país na lista é dividido entre Austrália e Canadá, com apenas 1,85% cada.
Apesar do cenário salarial positivo em comparação ao mercado nacional, o mesmo não pode ser dito ao utilizar como parâmetro os trabalhadores norte-americanos. Ainda segundo o estudo, profissionais nativos dos Estados Unidos ganham quase duas vezes mais do que brasileiros para exercer a mesma função no exterior.
Fluência como diferencial
O Brazilian Global Salary revelou ainda como a fluência no inglês é um fator determinante em questões relacionadas ao aumento do salário e a progressão de carreira dos profissionais a curto prazo.
De acordo com a pesquisa, avançar no domínio do idioma pode multiplicar o salário em até 2,6 vezes. Isso porque brasileiros com inglês intermediário que prestam serviços para o exterior têm salários médios de US$ 2.901, enquanto os de nível avançado recebem US$ 4.845 – 67% a mais. Já os fluentes chegam a US$ 7.536, aumento de 55% em relação ao avançado e de 160% em relação ao intermediário.
É importante destacar que 84% dos profissionais que trabalham para empresas no exterior possuem inglês avançado ou fluente. “Embora fatores como experiência, área de atuação e cargo também influenciam no salário, o domínio do inglês é essencial”, afirma o fundador da TechFX. Segundo ele, brasileiros fluentes no idioma ampliam suas oportunidades de atuação, garantem maior integração em equipes internacionais e se adaptam melhor às demandas globais, abrindo caminho para alcançar novos patamares profissionais e financeiros.
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