Corporativo
Como uma experiência em um centro de excelência global pode redefinir a trajetória de um médico
- Créditos/Foto:Divulgação
- 16/Dezembro/2025
- Da Redação
Formada em universidade federal brasileira, uma médica passou por uma das instituições médicas mais respeitadas do mundo, nos Estados Unidos, e a partir dessa vivência passou a assumir funções de liderança clínica, regulatória e institucional no sistema público de saúde.
O desenvolvimento profissional na medicina nem sempre ocorre de forma linear. Em alguns casos, a exposição precoce a ambientes de altíssima exigência redefine a percepção que o médico tem de si mesmo — e, a partir disso, influencia escolhas, responsabilidades e o alcance de sua atuação ao longo da carreira.
A trajetória profissional da médica Livia de Oliveira Coutinho, formada em Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), ilustra esse processo. Ainda no início da carreira, ela vivenciou um ponto de inflexão determinante ao atuar como research fellow na Harvard Medical School, uma das instituições médicas mais respeitadas e influentes do mundo, referência internacional na formação de lideranças em saúde.
Inserida em um ambiente de excelência global, nos Estados Unidos — país que lidera a inovação e a governança de sistemas de saúde complexos —, Livia passou a compreender, de forma concreta, o padrão de exigência esperado de profissionais que atuam no centro das decisões. Essa vivência não redefiniu sua área de atuação, mas redefiniu seu padrão interno de exigência profissional.
Mais do que uma experiência técnico-científica, entretanto, a passagem por Harvard funcionou como um filtro profissional. Foi ali que consolidou a convicção de que possuía capacidade técnica, intelectual e emocional para sustentar decisões difíceis, atuar sob pressão e ocupar espaços de alta responsabilidade. Essa percepção passou a orientar, de forma deliberada, suas escolhas nos anos seguintes.
Ao retornar ao Brasil, Livia passou a buscar funções em que pudesse assumir impacto institucional real. Nesse contexto, atuou como coordenadora de plantão médico em unidades de pronto atendimento, função que envolve liderança clínica direta, organização de fluxos assistenciais e sustentação do funcionamento do serviço em cenários de sobrecarga. A designação para essa função, acompanhada de gratificação específica, refletia reconhecimento institucional e confiança decisória.
Em outro momento da trajetória, exerceu a função de supervisora no Programa Mais Médicos, iniciativa federal em que atuou como referência técnica para outros profissionais. Sua responsabilidade era orientar práticas clínicas, apoiar decisões e alinhar condutas assistenciais, exercendo liderança técnica sem hierarquia formal.
Paralelamente, avançou para a regulação em saúde, inicialmente no nível municipal e, posteriormente, no estadual. Como médica reguladora, passou a exercer autoridade sanitária, definindo fluxos assistenciais, autorizando internações, priorizando vagas hospitalares e organizando transferências de pacientes no SUS. Essas decisões impactavam diretamente o acesso de pacientes a serviços de média e alta complexidade.
Esse conjunto de experiências convergiu para sua atuação como Coordenadora Macrorregional de Regulação na Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, função que envolve liderança de equipes, articulação intermunicipal, cumprimento de ordens judiciais e tomada de decisões sob escassez de recursos.
A experiência internacional precoce não criou os cargos que vieram depois, mas moldou o perfil profissional que permitiu ocupá-los. Ao longo do tempo, Livia passou a ser chamada para funções de confiança institucional justamente por sua capacidade de sustentar decisões complexas.
