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Tendência 2026: público quer influenciadores reais e não famosos
- Créditos/Foto:DepositPhotos
- 28/Novembro/2025
- Da Redação, com assessoria
Hoje, os consumidores estão mais atentos e exigentes, a concorrência é intensa, novos canais surgem a todo instante e as condições econômicas são, além de dinâmicas e sem muita previsibilidade. Neste cenário, 73% dos consumidores brasileiros afirmam já ter adquirido algum produto ou serviço por indicação de uma personalidade digital, de acordo com dados do Sebrae.
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Em 2025, o Brasil se mantém entre os três maiores mercados de marketing de influência do mundo, movimentando mais de R$ 20 bilhões, segundo o relatório Influencer Marketing Hub. Portanto, é essencial que as marcas analisem seus mercados, definam a alocação do orçamento de mídia para o próximo ano e avaliem o desempenho das ações realizadas. Esse avanço, no entanto, gera um questionamento sobre o formato das campanhas e a presença crescente dos influenciadores impactando o consumo.
De acordo com a Alexsandra Silva, cientista de dados da Air, a influência no País evoluiu de uma ação isolada para se tornar um pilar fundamental nas estratégias de comunicação de marcas. “Temos observado uma maturidade digital dos consumidores e também das empresas, tudo isso gerando um consumo mais consciente e autêntico. Os criadores de conteúdo desempenham um papel primordial na criação de narrativas reais e de impacto”, comenta.
Da visibilidade à conversão
A influência de hoje não se limita mais a grandes celebridades e influenciadores com números exponenciais. Os micro e nanoinfluenciadores, juntamente com avatares virtuais, ganham destaque por se conectar com públicos segmentados e construir laços autênticos.
“As marcas perceberam que o objetivo não é apenas atingir grandes volumes, mas estabelecer uma relação com o público. A responsabilidade sobre o conteúdo cresce proporcionalmente ao alcance. O foco deixou de ser a fama e passou a ser a afinidade, com impacto direto nas decisões de consumo”, diz.
Com isso, campanhas de longo prazo com influenciadores, embaixadores e squads de conteúdo, substituem ações pontuais. “Essa constância fortalece vínculos, gera confiança e torna a presença digital das marcas mais humana e sustentável”, comenta Alexsandra.
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Tendências que definem o futuro da influência
Alguns insights que permitem que as marcas otimizem suas estratégias para o próximo ano:
- Micro e nanoinfluenciadores: Os perfis menores, que possuem comunidades fiéis e engajamento real, se tornam protagonistas para 2026. Eles asseguram a autenticidade e entregam resultados consistentes, o que fortalece a conexão entre marcas e seus públicos.
- Cocriação e autenticidade: A chave para campanhas eficazes consiste na colaboração entre a marca e o criador. A participação do creator no processo criativo resulta em um conteúdo mais natural e com maior identificação com o público.
- Influência interna: Colaboradores e líderes atuam como porta-vozes da marca. Conteúdos gerados por membros da empresa podem alcançar um engajamento até oito vezes maior do que publicações institucionais, conforme dados do LinkedIn.
- Ética e responsabilidade: A confiança é crucial no mercado e campanhas com influência. Quando se prioriza a clareza e a responsabilidade social, é possível conquistar o público e construir uma reputação duradoura.
