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IA, automação e nuvem: tecnologias antecipadas por Star Wars
- Créditos/Foto:Divulgação/Lucasfilm
- 25/Maio/2026
- Da Redação
A estreia de O Mandaloriano e Grogu nos cinemas brasileiros, em 21 de maio, marca o retorno de Star Wars às telonas após um hiato de sete anos. Mais do que reacender a expectativa dos fãs, o lançamento também renova uma curiosidade que acompanha a saga desde os anos 1970: quanto da tecnologia imaginada por George Lucas já faz parte do cotidiano real?
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Para Luiz Eduardo Severino, diretor de Produtos da Skyone, boa parte do que parecia ficção científica hoje está presente, de forma menos visível, na operação das empresas. Assistentes inteligentes, automação avançada, interfaces mais naturais, integração de sistemas e tomada de decisão baseada em dados são alguns dos exemplos.
“Personagens como C-3PO e R2-D2 ajudaram a popularizar a ideia de máquinas capazes de interagir, interpretar contextos e apoiar pessoas em diferentes situações. Hoje, essa visão aparece nos agentes de inteligência artificial, que automatizam processos, analisam grandes volumes de dados e apoiam decisões dentro das organizações”, afirma Severino.
Criada em 1977, a franquia Star Wars construiu parte de seu imaginário em torno de tecnologias futuristas, como robôs autônomos, comunicação instantânea, sistemas integrados e naves capazes de atravessar longas distâncias em pouco tempo. Décadas depois, conceitos semelhantes ganharam espaço no ambiente corporativo por meio da inteligência artificial, da computação em nuvem e de plataformas capazes de conectar diferentes áreas, aplicações e bases de dados.
“Se em Star Wars o hiperespaço conecta galáxias, no mundo real a nuvem cumpre um papel parecido ao integrar sistemas, dados e operações de forma escalável. É essa infraestrutura que permite às empresas avançar no uso de inteligência artificial com mais velocidade, segurança e eficiência”, explica o executivo.
Segundo Severino, a ficção científica historicamente funciona como uma espécie de laboratório simbólico da inovação, antecipando debates que mais tarde chegam ao mercado. No caso de Star Wars, a saga ajudou a tornar mais familiar a ideia de ambientes conectados, máquinas inteligentes e tecnologia atuando como extensão das capacidades humanas.
“A saga acertou ao imaginar um mundo conectado e apoiado por sistemas inteligentes. Hoje, vemos aplicações concretas dessa visão em atendimento automatizado, análise de dados, integração entre sistemas, operações em nuvem e agentes de IA voltados a tarefas corporativas”, diz.
Apesar dos avanços, o executivo pondera que a realidade ainda está distante da humanização extrema retratada nos filmes. As soluções atuais são sofisticadas, mas operam com base em dados, padrões e probabilidades. Máquinas com consciência própria, emoções reais ou autonomia comparável à dos personagens da saga seguem no campo da ficção.
Para o especialista, o ponto central não é substituir pessoas, mas ampliar a capacidade de decisão e execução dentro das organizações. “As empresas que entendem a IA como amplificadora da inteligência humana ganham eficiência, escala e competitividade. O diferencial não está apenas em acessar a tecnologia, mas em saber aplicá-la com governança, segurança e propósito”, afirma Severino.
O Mandaloriano e Grogu acompanha Din Djarin e Grogu em uma nova missão em meio aos remanescentes do Império Galáctico e ao avanço da Nova República. O longa marca o retorno do universo Star Wars aos cinemas após o sucesso da série protagonizada por Pedro Pascal e pelo personagem Grogu, que se tornou um fenômeno global da cultura pop.
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