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Tecnologia nas Eleições 2026: o que os candidatos à Presidência propõem

Tecnologia e inovação estão no centro dos debates sobre o futuro do Brasil. Por isso, o 33Giga analisa as propostas para essas áreas nos planos oficiais de governo dos seis principais entre os 13 candidatos à Presidência da República em 2026.

Foram considerados, em ordem alfabética, os programas de Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). Atualmente, são os únicos candidatos à Presidência cujos partidos têm pelo menos cinco representantes no Congresso Nacional.

O objetivo é entender como cada um aborda tecnologia e inovação e quais são suas prioridades para o desenvolvimento no País. Para conferir o plano de governo completo, clique no link correspondente ao nome do candidato.

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Augusto Cury (Avante)

Com 200 páginas, o plano de governo de Augusto Cury é o mais extenso entre os candidatos. Na área de tecnologia, ele propõe transformar o Brasil em referência mundial em governo digital, com serviços públicos disponíveis em plataformas integradas e uso de inteligência artificial para identificar fraudes, desperdícios, sobrepreços e pagamentos irregulares.

Cury também defende investimentos em robótica, inteligência artificial, internet das coisas, automação industrial, computação em nuvem e manufatura avançada, além de uma política para atrair investimentos na produção de chips, componentes eletrônicos e sistemas embarcados. Na saúde, propõe transformar o Brasil na maior plataforma pública de medicina digital do mundo, com telemedicina, IA e uma plataforma nacional integrada.

Seu programa inclui, ainda, o uso de IA, reconhecimento facial, drones, câmeras inteligentes, sensores e análise preditiva na segurança. No campo, prevê o uso de satélites, drones, sensores e IA, enquanto a área de ciência e tecnologia inclui uma estratégia nacional de inteligência artificial, investimentos em pesquisa e desenvolvimento e fortalecimento da soberania tecnológica.

Flávio Bolsonaro (PL)

Neste plano de governo, desponta o projeto Brasil sem Fila, que propõe digitalizar 100% dos serviços públicos federais passíveis de digitalização. A proposta inclui identidade digital integrada ao Gov.br e o uso de inteligência artificial para que assistentes automatizados indiquem a cada cidadão os serviços e benefícios a que tem direito e o caminho para obtê-los.

Na saúde, Flávio Bolsonaro propõe um prontuário eletrônico único, vinculado ao CPF e integrado ao Gov.br, com histórico de consultas, exames, vacinas e prescrições, interoperável entre as redes pública e privada. O plano também prevê completar a digitalização do SUS e usar IA para agilizar o agendamento de consultas e exames.

Na conectividade, o candidato defende levar internet a localidades de baixa cobertura, com prioridade para escolas, áreas rurais e regiões de fronteira. Já na segurança, propõe o Muralha Brasileira, sistema nacional de reconhecimento facial integrado a bancos de dados criminais, com mais de 1 milhão de novas câmeras espalhadas pelo País.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Lula propõe novas infraestruturas públicas digitais, a expansão do Gov.br e uma Política Nacional de Letramento Digital, voltada à capacitação da população para o uso de tecnologias e serviços digitais. O plano também prevê a criação de um Conselho Nacional pela Soberania Digital, além de medidas para fortalecer a infraestrutura digital e tecnológica do País.

Na economia, o programa coloca inteligência artificial, inovação e soberania tecnológica entre as prioridades da política industrial. A proposta inclui fortalecer a cadeia nacional de tecnologia digital, com investimentos em data centers, serviços de nuvem, supercomputadores e modelos de linguagem em português, além de estimular o desenvolvimento de IA por empresas brasileiras.

O plano prevê, ainda, ampliar o uso de IA em áreas como agro, saúde e serviços financeiros, apoiar pequenas empresas e formar profissionais para a economia digital. Na conectividade, propõe reduzir o déficit de fibra óptica e ampliar a cobertura de 5G no campo, no Norte, no Nordeste e nas periferias.

Renan Santos (Missão)

Com 51 páginas, o plano de governo de Renan Santos é o menor entre os seis principais candidatos. Na área de tecnologia, o programa coloca a inteligência artificial entre as prioridades, com propostas para transformar o Brasil em fornecedor global de computação, atrair empresas de tecnologia, instalar data centers e formar e reter profissionais especializados no setor.

O plano prevê um Marco Brasileiro da Inteligência Artificial, com 14 medidas distribuídas em cinco eixos, além do Projeto Abaporu, laboratório nacional de IA com capital privado majoritário, e das Zonas Econômicas de Alta Inteligência, com regras específicas para o setor. Também propõe o desenvolvimento de drones agrícolas e soluções de robótica com IA brasileira.

Na segurança, Santos propõe o uso de drones, reconhecimento facial em tempo real, dados genéticos, monitoramento aéreo e espacial e integração de inteligência. Na saúde, o programa prevê um sistema digital com telemedicina e diagnósticos por IA, além do PRONTO, prontuário eletrônico nacional interoperável.

Romeu Zema (Novo)

Romeu Zema propõe avançar na digitalização do governo e ampliar a transparência, com a divulgação de dados em formato aberto e medidas para facilitar o acesso às informações públicas.

Na área de ciência e tecnologia, o plano prevê priorizar instituições com maior produção científica, ampliar a formação em áreas como ciências, tecnologia, engenharia e matemática e aproximar universidades e empresas. Também estão entre as propostas a criação de centros de pesquisa de companhias dentro das universidades e a formação de profissionais para áreas de fronteira tecnológica.

Na saúde, Zema propõe um Registro Nacional de Saúde, com informações integradas sobre o histórico dos pacientes, além da ampliação da telemedicina. O programa também prevê a expansão da conectividade, incluindo o 5G e o acesso à internet em áreas do interior e do campo. Para as rodovias, cita o uso de tecnologias para monitoramento, operação e segurança.

Ronaldo Caiado (PSD)

Este plano de governo coloca ciência, tecnologia, inovação e transformação digital como bases do desenvolvimento, da produtividade e da soberania nacional. Entre as propostas, estão financiamento mais estável para a ciência, modernização dos incentivos à inovação, aproximação entre pesquisadores e empresas e formação, atração e retenção de profissionais em áreas como computação e inteligência artificial.

Na agenda digital, Ronaldo Caiado prevê ampliar a conectividade, com expansão de fibra óptica e backhaul para o interior e a Amazônia, além de levar internet a escolas, unidades de saúde e áreas rurais. A proposta também inclui infraestrutura computacional, bases públicas de dados interoperáveis, uma política nacional de cibersegurança e um regime tributário para data centers condicionado ao uso de energia nova e renovável.

O candidato também defende um marco legal para a inteligência artificial, baseado nos usos e riscos das aplicações, e o desenvolvimento de capacidade nacional em semicondutores e computação quântica. O plano prevê, ainda, aplicar IA, robótica e sistemas autônomos em áreas como saúde, educação, agronegócio, segurança, Justiça e gestão pública, além de investimentos em satélites, tecnologia espacial e preparação para o 6G.

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