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"Tarifaço de Trump" afeta brasileiros que trabalham para os Estados Unidos?

  • Créditos/Foto:DepositPhotos
  • 11/Julho/2025
  • Da Redação, com assessoria

A recente decisão dos Estados Unidos de impor tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros gerou incerteza no mercado e levantou dúvidas entre os profissionais que prestam serviços como pessoa jurídica (PJ) para empresas norte-americanas. Afinal, o “tarifaço de Trump” impacta também quem trabalha remotamente?

Se você é brasileiro e atua do Brasil para uma empresa norte-americana, o impacto direto é limitado. As novas tarifas se aplicam a produtos físicos, não a serviços digitais, que continuam isentos. No entanto, o cenário pode mudar se a empresa contratante tiver operações ou custos no Brasil. “Empresas que enfrentam aumento de despesas com importações podem rever orçamentos e contratos, inclusive os com prestadores de serviço”, ressalta Eduardo Garay, CEO da TechFX, plataforma de câmbio especializada em profissionais que recebem do exterior.

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Dólar em alta: uma possível vantagem no curto prazo

Com o anúncio do “tarifaço de Trump”, o dólar registrou alta imediata. Para quem recebe em moeda estrangeira, isso pode representar um ganho inesperado no poder de compra. Mas é preciso ficar atento: a volatilidade da moeda exige estratégia. “Em dias mais instáveis, a diferença entre o melhor e o pior momento de conversão pode passar de R$ 0,10 por cada dólar. Em uma remessa de US$ 5 mil, isso pode significar R$ 500 a mais ou a menos no bolso”, afirma Garay.

O que fazer agora?

A dica do CEO é adotar uma postura estratégica e preventiva. Veja algumas orientações:

  • Fale com a empresa contratante: entenda se há impacto esperado nas suas atividades ou no contrato;
  • Monitore o câmbio: use plataformas que oferecem liberdade para escolher o melhor momento de conversão;
  • Inclua cláusulas de proteção: se possível, adicione ao contrato proteções contra oscilações cambiais ou mudanças bruscas no cenário comercial;
  • Fique informado: acompanhe as atualizações diplomáticas entre os países e possíveis desdobramentos nas relações comerciais.

Por ora, o cenário é de atenção, mas não de alarme. A exportação de serviços segue intacta, e profissionais brasileiros que atuam remotamente podem, inclusive, se beneficiar da alta cambial. Em tempos de incerteza, informação e planejamento continuam sendo os melhores aliados.

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