Resumão da Semana
Super Xuxa contra Neybaixo Astral
- Créditos/Foto:DepositPhotos
- 28/Julho/2026
- Sérgio Vinícius
Há muito tempo, eu estava ensaiando para fazer uma postagem no 33Giga sobre por que nunca mais (nunca diga nunca; nem Mxyzptlk ao contrário) compro um smartphone Xiaomi. Mas creio que, talvez, como dá para resumir em poucas linhas e só tenho base empírica e um rápido bate-papo com Marcella e com Roque para defender isso, caiba melhor nessa espelunca aqui (o que, de uma forma ou de outra, não deixa de ser uma postagem no site).
Não quer perder as últimas notícias de tecnologia? Siga o perfil do 33Giga no Instagram e no Bluesky
O motivo é bem simples: a cada atualização do sistema, o telefone (ou tablet e não faço ideia de mais o quê, mas espero que os carros e os guarda-chuvas deles, não) vai virando um trapo velho. O smartphone fica lento para um caralho e bateria vira um fiapo. Daí, o usuário já tá de saco cheio do tanto de anúncio que o celular exibe (é na galeria, é nas configurações, é ao abrir o navegador, é happy hour no chifre) e acaba concluindo que a Xiaomi tá muito louca.
Mas não precisa acreditar em mim. Pode ficar com o resumo de Marcella.
“Lembra que eu falei pra você que uma atualização da Xiaomi simplesmente inutilizou meu celular? Que eu ia dormir com 35% de bateria e acordava atrasada porque acabava durante a noite etc? Chegou no meu tablet. O tablet que eu uso pouquíssimo e durava diiiiias, agora toda vez que eu vou pegar ele tá sem bateria. Eu nunca vi uma atualização estragar um produto desse jeito.”
E também não precisa acreditar na Marcella, pode ficar com as palavras do meu bom amigo Roque, que foi o primeiro (sim, na face da Terra, o primeiro) a comprar um Xiaomi e também o primeiro (sim, ele começa cedo) Testemunha de Xiaomi e, por fim, também o primeiro (sim, sim) a perceber que era uma arapuca.
“Na primeira atualização, você vai se foder direitinho.”
O fato é que é isso. Daí, foi-se o tempo que Xiaomi era bom e barato. Atualmente, esse posto – pelo menos, para quem me pergunta e também só tenho base empírica – indico realme ou Jovi. E o começo desta newsletter não é um publi, escrevi de orelhada e de coração (meio peludos, mas é o que temos).
Mais um dia comum na redação

E por falar em coração peludo, na edição da semana retrasada (a da passada é essa que escrevo hoje), citei um vídeo da Márcia Goldschmidt no Provocações (aqui) e Juliano relembrou outro grande momento do programa. Vamos de mais aspas.
“Tava tomando um chá e quase cuspi na tela umas oito vezes. O Marcelinho de Canarinho foi responsável por seis das quase-cuspidas. Mas quero elogiar mesmo a menção ao Provocações. Não existe “conteúdo” com mais coisas fantásticas por segundo.
Eu gosto tanto que nunca parei pra ver todos. Eu gosto de guardar e ver de vez em quando. A última pérola foi mais ou menos assim.
Abujamra entrevista uma “garota de programa”. A moça comenta que já foi espancada. Ele pergunta “quantas vezes você apanhou?”. Ela fala “várias”, não especifica.
Abu insiste, com aquele tom de deboche muito filho da puta dele. “Muitas. Tá bom. Mas quantas vezes? Quatorze?”
QUATORZE?
E eu estava procurando uma empresa de caça-vazamentos e me deparei, em um vídeo, com o Frank Aguiar indicando uma. Como não confiar na palavra do Cãozinhos dos Teclados e também ex-vice-prefeito de São Bernardo do Campo e do Nosso Lar e dos Contrafortes da Serra do Mar?
Comentei a curiosidade acima porque, esta semana, até aqui, quase me deparei de formas tortas com algumas celebridades. No domingo, peguei o metrô e encontrei várias pessoas vestidas de paquitas eróticas 50+. Achei tudo muito curioso e, somente depois, descobri que haveria o último Xou da Xuxa na cidade. Como eu estava vestido de Maroto 50+, e tenha sido levemente hostilizado justamente por conta dessa rixa oitentista, me senti em casa.
Onde mais a gente se sente tão à vontade como quando é hostilizado simplesmente porque está vivo e fantasiado de ajudante adolescente de uma apresentadora mirim baiana e essebetista? Só em casa mesmo. Ou no metrô Barra Funda.

Falar em hostilidade me lembrou aquela música que o Djavan fala que ele não percebeu que a mulher tava putaça com ele porque estava doido com o jogo do Vasco. Isso também diz muito sobre a vida, sobre o Vasco e, claro, sobre o metrô Barra Funda e Neymar.
Por que Neymar?
Bom, eu não lembro, nessa minha vida de maroto 50+, de um jogador tão baixo astral no Brasil. A cena deprimente da semana passada – faz um gol no lanterna, comemora SOZINHO jogando pôquer imaginário para responder a um ex atleta que virou o Chacrinha – foi o ponto em que deixou de ser engraçada a Tour Neymar Last Dance & Pataquadas 25/26. Agora, já é algo que dá dó mesmo.
Pode voltar a ser engraçado? Pode. Quando? Quando.

Por fim, ainda nessa levada de vergonha alheia e chatice, eu estava assistindo a Obsessão e pensando como é bom quando estamos vendo um filme com camisa leve e não precisamos torcer por ninguém. De cabeça, não lembro de uma obra (tirando quase todos os personagens de Dostoiévski) com tanta gente aborrecida. A menos chata ali é a Nikki possuída, porque a versão exorcizada dela é uma bela de uma maleta também.
O mesmo acontece com FROM, que a pessoa mais legal de lá é a Marcella, que me indicou a série e não está, propriamente, na tela. Por mim, podem todos ficar ali naquela cidade para sempre (esse final seria melhor do que estarem todos mortos ou alguém sonhando ou alguém em coma ou o final de LOST, que sei lá o que rolou mas não deu).

Que monarquia é essa em que eu posso ver o cu da futura rainha?
Final, aliás, é uma parada muito particular. Mas não acho que um término ruim vá, necessariamente, estragar a obra toda (a não ser que a pessoa esteja morta, sonhando ou em coma). Lembro que lá pelos idos de 2000, eu gostava muito de acompanhar um rapaz que escrevia em um blog (jamais lembrarei o nome) e ele tinha dificuldade com finais.
Vinha com uma história muito bem escrita (normalmente, realismo fantástico) e, no fim, desandava (também não lembro, acho que os personagens estavam quase sempre todos mortos, sonhando ou em coma). Até que, um dia, ele se tocou e basicamente parou de dar um final.
Ele simplesmente ia escrevendo, escrevendo e de repente
Agora, os links da semana da semana passada.
Por que cientistas estão criando trajes de mergulho para baratas ciborgues; entenda
Estreias da Netflix em agosto: saiba o que chega ao streaming
Samsung apresenta nova geração de dobráveis da Galaxy Z Series
Sexlog lança plataforma de novelas eróticas verticais
Testamos: Edifier Evobuds Pro entrega tecnologia de ponta por R$ 399

