Resumão da Semana
Sabotagem ao contrário é megatobas
- Créditos/Foto:DepositPhotos
- 02/Outubro/2025
- Sérgio Vinícius
De tempos em tempos, o pessoal do falecido Twitter (e atual antro nazista X) e do BlueSky descobre ou redescobre que sabotagem ao contrário é megatobas. Acho incrível como nunca comentam que Adelaide, de trás para a frente, é Edialeda.
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E foi pensando nisso – e tentando entender – que acabei lembrando de quando a turma lá de Moçambique começou a caçar e matar careca para ficar rico. Eles achavam que dentro da cabeça dos calvo tudo iam encontrar ouro. Até a polícia teve que intervir.
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Mas eu não estava muito a fim de falar sobre isso hoje. Aí, você não se pergunta: o que teremos nesse caralho de News hoje? Bom, não deveria tratar de assuntos polêmicos (leia-se o caralho do pênalti do Yuri Alberto), então, bora ser inconsequente.
Mas não tão inconsequente quanto o pessoal que vende bebida adulterada. Ou como o senhor dono do bar Ministrão que alegou, em sua defesa, que comprou as cana tudo de um desconhecido que passou na rua, tipo um Homem do Saco às avessas – em vez de levar criança, traz umas, em forma de garrafa.
Ou ainda, o Congresso, que resolveu tornar hediondo o crime de falsificar ou vender bebida adulterada. Agora, sim, vão inibir a prática. “Virou crime hediondo? Puxa, que coisa. Vou para o monastério. Mal aê, galera do busão.”
– Posso dar meu pitaco sobre esse lance das bebidas adulteradas?
– Melhor não.
– Tenho lugar de fala. Já vendi e já bebi. No caso, a mesma. Bebia enquanto vendia.
– Por que você vendia bebida adulterada?
– Para poder beber.
– Como é?
– Em um carnaval, me envolvi com um grupo que estava vendendo uma tequila meio suspeita em um bloco. Aí, como me interessou, fiz a proposta de que, a cada três doses que eu vendesse, eu poderia beber uma. É tipo um escambo em que, em vez de trocar ouro por espelho, eu trocava três doses de bebida por uns 3 anos de vida.
– Passou mal?
– Não. Mas eu estava vestido de freira – e de Minnie ao mesmo tempo – e acho que Deus proveio.
– E como você sabia que era batizada?
– Não sabia. Mas a gente estava vendendo em copinhos plásticos de café, tipo que coloca gelatina dentro. E, tudo isso, sob um sol de 40 graus do Rio de Janeiro. Se não era batizada intencionalmente, boa coisa não resultava dessa mistura. Nem que fosse a José Cuelho original.
– Cuervo.
– Como?
– A tequila chama José Cuervo, não Cuelho.
– Não a que eu estava vendendo.
– …
– O que me lembrou outra bebida claramente batizada que experimentei certa feita. Príncipe Maluco.
– Príncipe o quê?
– Príncipe Vermelho. Vinha em copinho de café também. E era preta, preta. Só que quem vendia usava um garrafão azul de 20 litros de água para distribuir.
– Maluco ou Vermelho?
– O que? A Príncipe Gostoso? Era preta, preta.
– Não tô entendendo. Era preta e gostosa? Qual é o nome?
– Não lembro o gosto. Só a cor mesmo, o galão, o copinho de café e o nome, claro: Príncipe Anselmo.
– Anselmo?
– Provavelmente, essa tava menos batizada que o Absinto Dubar, que provei também, em uma auto estrada em Santa Catarina.
– Dubar? A marca que faz Fogo Paulista, Steinhager e Fernet? Não sabia que faziam absinto.
– Provavelmente, não fazem. Mas esse estava bem bom. Não era nenhum Príncipe Cafona. Mas quebrou bem o galho.
– Claramente, isso tudo aí te deu demência.
– Isso sem contar uma cerveja vencida que provei há uns anos. Tava tão velha que o estado dela passou de líquida para gosmenta no momento que abri a garrafa.
– Os cervejeiros chamariam de “encorpada”.
– Príncipe Gosmento.
– Como?
– Príncipe Engosmada.
– Seria um novo estilo criado pelos cervochatos. “Forte, não. Intensa.”
– “Beba menos. Beba melhor”, “Beba menos. Engasgue melhor.”
– Por falar em cervochato, fui a um encontro de cervejeiro certa feita que tinha um pessoal que se orgulhava de fazer cerveja com água de chuva.
– E tava boa?
– Quem disse que bebi?
– Não bebeu?
– Bebi.
– Como você é bobo, Chavinho. E tava boa, afinal?
– Até que estava. Mas não era um Príncipe Secada.
– Cara, você tá maluco.
– Príncipe.
– Que?
– Malulo.
—
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