Resumão da Semana
Resumão da Semana: BeaC mandou um beijo – e pegou catapora
- Créditos/Foto:DepositPhotos
- 08/Agosto/2025
- Sérgio Vinícius
Luisa mandou um beijo não só daria – como deu – um nome de banda meio fofinha, meio bexiga. Ótima combinação, para meu gosto que é extremamente estranho.
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Aliás, sabe Deus porque, tá meio que na moda isso: bandas com nomes de sentenças inteiras, verbo e o caralho a quatro. Charlotte matou um cara, El Mató un Policía Motorizado, Texas Is The Reason, …And You Will Know Us By The Trail of Dead, Cansei de Ser Sexy, Marcella Brings Me The Horizon.
(É curioso falar em moda e citar bandas que existem há mais de 20 anos. Mas a moda é atemporal, como sabemos. Afinal, o que é arte?)
Aliás aliás: sabe Deus, não. Provavelmente, foram todas influenciadas por Que Fim Levou Robin?, que, não feliz em ter um nome lindo, ainda meteram um hit homônimo.

Escrevo isso porque o título desta coluna – BeaC mandou um beijo e pegou catapora – me pareceu nome de banda fofinha, pipa, bexiga e psiquiátrica. Sem baterista, mas com umas meninas sapateando, no lugar – mais ou menos, ou exatamente, o que faziam as moças de Tilly and the Wall
No caso da Tilly, diferentemente do baterista com quem ninguém se importa, faltou um verbinho para o nome ficar lindo. Tipo eat ou chama. Tilly eat The Wall ou Tilly chama The Wall seriam daqui ó. Embora esse segundo ainda gerasse dúvidas existenciais. “Ela chama Tilly ou chama The Wall? Fica o questionamento”.
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“Ela chama Tilly ou chama The Wall? Fica o questionamento” daria também uma péssima banda dissidente da Tilly chama The Wall e a pessoa teria que passar o resto da vida tentando explicar a origem do nome.
Faria mais sucesso pela complexidade e pelo CAOS do que pelas músicas e, em poucos anos, todos esqueceriam quase tudo relacionado a ela. E, de quebra, se refeririam somente à “banda daquela menina que não parece o Paulo Coelho disfarçado de Marília Gabriela”.

Origens de nomes e de apelidos (que não deixa de ser um nome, mas não foi sua mãe que necessariamente deu), acho que já comentei aqui, me atraem muito. E pode ser nome (e apelido) de qualquer coisa: de banda, de pessoa, de filme, de música, de coisa. Tipo: por que criado-mudo chama criado-mudo? (E não, meu chapa. Não é porque havia escravizados criados e mudos ao lados das camas. Sossega, militante.)
Por outro lado, origem de herói ou de anti herói, normalmente, fica ruim. É tipo querer explicar como o camarada virou morto-vivo. Deviam simplesmente aceitar que é aquilo e pronto. Se não, é quase sempre a mesma pegada: coisa de ET, mutação, acidente radioativo, algo metafísico e espiritual ou alguém super rico querendo se amostrar.

A exceção fica por conta do Lex Luthor no Superamigos. Eu não faço ideia de qual era a origem formal do cidadão, nas HQs e tals. Mas esses dias fui impactado com um trecho do desenho em que ele surge.
O homem está de bom grado e com uma vasta cabeleira, em seu laboratório, tentando criar uma fórmula para anular os poderes de kriptonita e, assim, ajudar o Superman a ficar indestrutível. Nisso, ocorre um acidente radioativo (olha ele aí) e o prédio começa a pegar fogo.
Superman tava passando na área e, vendo as chamas, dá uma baforada de super sopro para apagar tudo. Quando entra, Luthor já tá careca e, putaço, coloca a culpa no herói mais chato do mundo (depois do Batman) e jura se vingar eternamente. Culpa de que? Do laboratório estar em frangalhos, dele estar careca e aquela coisa toda.
Faz sentido? Tanto quanto criar um casal de gêmeos com poderes estranhos e um deles sempre se transformar em um balde gelo. Bom, o Lanterna Verde no Superamigos também só sabia fazer uma coisa com o anel: criar um taco de beisebol.
Meu primo Fábio tem a teoria que, na época, o esporte estava meio fraco nos EUA e usavam o Lanterna Verde para tentar popularizar mais. Tipo o Popeye e o espinafre durante a guerra ou algo assim. Ou nada a ver.

E antes dos links da semana, um Making of Mandrake
– Gente, alguém lembra aí mais nome de banda com sentença completa, tipo Luisa Mandou um Beijo, Charlotte Matou um Cara, Que Fim Levou Robin?, e coisas do tipo?
– A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana
– Queria com verbo. (E existe essa banda aí?)
– Não, acho que é uma música.
– Vale em inglês? Texas Is The Reason
– Serve, embora você tenha inventado agora.
– Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo
– Eu tava justamente querendo essa. Mas não tem verbo. E acho que já tá bom.
– …And You Will Know Us By The Trail of Dead
– Essa vem com reticências. Já valeu.
– Não tinha uma brasileira que tocava uma música fofinha, de um apartamento e tals? É um nome enorme, mas não lembro agora
– …
– …
– Ah, eu lembrei da banda, mas não tem verbo. É A Banda Mais Bonita da Cidade
– E o Cansei de Ser Sexy?
– Bring Me The Horizon, Memphis May Fire, Catch Your Breath, We Came As Romans
– Lá vem a Marcella com Bring Me The Horizon.
– Fala deles!
– Eu nem sei o que é.
– Falando neles, o quão incrível é o sobrenome dos filhos dele. SILVA SYKES. É demais!
– Silva?
– Eu não conheço nada disso
– É aquele moço que casou com uma brasileira e virou praticamente um de nós
– A banda é um menino?
– Não. Tô falando só do vocal
– Lembrei de mais de um monte de banda, se ainda precisar:
A Day To Remember
Of Mice & Men
Our Last Night
The Story So Far
Panic! At The Disco
Sleeping With Sirens
You Me At Six

– Marcella, precisa de verbo.
– Então é tudo o que posso oferecer.
– Sleeping With Sirens tem
– O PC mandou uma gigante, sem verbo e depois ainda viu que era nome de música.
– E do Titãs, ainda. E ruim
– Mas é que eu queria lembrar da Banda Mais Bonita da Cidade. E até então não tinha a regra do verbo
– Eu já tô feliz que vocês acharam essa Texas is The Reason. O álbum parece trilha sonora de Tony Hawk. Tô adorando
– Foi a BeaC que tirou do bolso. Com o detector de metais.
– Detctor de metais, Tony Hawk, Skate, Santos…
– Não tem jeito. Tudo leva ao Chorão
– Olha aí, todo ciclo se fecha.
– Deus é perfeito
– Cage the Elephant serve, não?
– Tem verbo? Eu sempre imaginei Cage como Jaula.
– Cage é
– Eu imagino como imperativo
– Enjaular, não?
– Pra mim é isso também
– Eu sempre achei que o elefante chamava Jaula. Tipo Portugal the man. Ou aquela outra lá.
– Foster the People também. Aí acho que é infinitivo
– Isso, Foster the People. Foster é o nome do People
– Eu gosto muito que o Foster, do the People, foi aconselhado pelo SNOOP DOGG a diminuir a quantidade de maconha que ele fumava
– Tá na mesma lista do cara do Metallica que foi convidado a se retirar da banda porque bebia muito, sendo que o apelido da banda era, na época, Alcoólica.
– Não sabia disso!
– O PC conta isso e eu acreditei.
– É o cara do Megadeth. Ele foi expulso do Metallica por isso. Dave Mustaine
– Tem o camarada do Ratos de Porão que foi expulso da banda porque tava causando muito. Detalhe: na época, os caras do Ratos – todos – faziam crack em casa.
– Imagina o que era causar, então
– Dormir cedo, ir na igreja.
– Ouvir disco da Xuxa sem ser ao contrário
– Rolling Stones tem verbo, se quiser. Só não é uma sentença
– Já foi, gente. Mas vou usar a conversa na coluna, que já tá quilométrica.
– A BeaC falou que não tem idade para ficar escrevendo palhaçada e mandou um “na volta eu compro”
– Sem tempo, irmão
—

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Ah, sim.
Se você chegou até aqui, deve ter percebido que quem deveria escrever a newsletter/coluna desta semana seria a Beatriz Ceschim, chamada na boca miúda de BeaC (a origem do apelido parece óbvia demais para eu ter de explicar).
Mas ela meio acabou desencanando por não ter mais idade para esse tipo de bobagem (embora tenha inspirado o texto por osmose) e deixou comigo mesmo, que voltei de férias.
Então, é isso.
Semana que vem, tem mais. Até lá.
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