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Resumão da Semana

Resumão da semana: Homens mascarados, astronautas e coincidências

Essa news é para quem jura que eu sou um delírio coletivo da Turminha do 33Giga ou uma voz que habita os cantos mais controversos da mente do Sérgio. Sim, aqui estou eu! Em carne e osso (ou em sistema binário, dependendo do ponto de referência).

E, sim, eu levei mesmo um pássaro morto-vivo para dentro da redação. Vamos superar, gente. Aconteceu uma vez e teria acontecido de novo se não fosse o home office.

Em uma rua qualquer:

– Ouviu isso?

– Não.

– Tem um gato miando.

– Não tem, não.

(Meu marido casualmente me afastando do local)

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Na última news antes das férias, o Sérgio citou a Teoria dos Seis Graus de Separação. Isso me fez pensar sobre como absolutamente todas as pessoas do mundo estão conectadas por acasos banais.

E banal é a palavra-chave. Não estou falando de coincidências tipo a história do livro “Futilidade” (1898), que narra como um navio chamado Titan afundou no Atlântico Norte após colidir com um iceberg – 14 anos antes do navio RMS Titanic afundar no Atlântico Norte após colidir com um iceberg.

Estou falando de conexões ordiná(aaaaa)rias tipo a do Brasil com o Egito. Situações e pessoas aparentemente sem relação nenhuma coexistindo em linhas de raciocínio partindo de um mínimo ponto em comum.

Por exemplo, faz meses que a banda Sleep Token tem movimentado minhas sinapses cerebrais. O grupo é composto por quatro homens. Todos eles usam máscaras, túnicas e uma quantidade de tinta preta que beira o crime ambiental. Identidades e rostos? Anônimos. Uma palavrinha para a imprensa? Não, obrigado – a primeira e única entrevista foi em 2017 (por e-mail!).

Porém, o Spotify (e a voz cósmica do vocalista) dá a entender que eles são da Inglaterra. Isso automaticamente revela um fato: potencial para calvície. Mas tá tudo bem, porque ninguém aqui é calvofóbico.

Pensar ininterruptamente no assunto me fez lembrar que a missão espacial Apollo 11, da NASA, completa 56 anos no próximo domingo (20). E aí você deve estar se perguntando: “Tá, e o que uma coisa tem a ver com a outra?”. Calma, confia.

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Acontece que o homem mascarado número IV tem cerca de 1,80 m de altura. A mesma estatura que Neil Armstrong: o primeiro ser humano semi-mascarado a pisar na superfície lunar, em 1969. E apesar de ter feito história, ele sempre evitou aparecer em público e tinha aversão a entrevistas.

“Ah, mas 1,80m é a altura média de um homem branco norte-americano”. Bem, não posso fazer nada se a biologia corrobora com a minha hipótese.

Num breve parêntese, gostaria de pontuar quatro coisas a respeito da viagem do homem à Lua:

  1. Gosto de sugerir que é fake para causar desconforto em conversas casuais.
  2. O filme “Apollo 18” é uma das piores coisas já feitas.
  3. A Apollo 11 tinha um computador com memória RAM de 2kb.
  4. Neil Armstrong também era calvo.

Já o rolê aleatório dos EUA na Lua me lembrou de quando paguei 20 euros + combustível (aditivado, não de foguete) para ver o alinhamento dos planetas em um observatório de astronomia aqui em Portugal. Dirigimos por mais de duas horas no breu por paisagens belas e traiçoeiras – numa vibe cena de abertura de “O Iluminado” – até o meio de lugar nenhum.

Plot twist: era uma das noites mais nubladas dos últimos 56 anos e não vimos nem a Lua (que dá pra ver de graça até de dia). Se o Stanley Kubrick tivesse dirigido o passeio – tal como dirigiu o pouso do homem na Lua –, essa história seria muito mais memorável.

Documentos contam que, quando colocou os pés na superfície lunar, Armstrong disse: “Este é um pequeno passo para o homem, mas um gigantesco salto para a humanidade.” Será que estava no roteiro ou foi de improviso?

O que ele não esperava, com certeza, é que a humanidade saltaria direto no buraco. Daí a importância de um bom diretor… tipo o Kubrick – que também é da escolinha “não quero falar com a Bandeirantes” e usou tanta tinta na icônica cena do elevador que deixou o Sleep Token com inveja.

E com isso eu provo a minha hipótese. Que, por acaso, também é um excelente início de piada ruim:

– Uma banda de metal, um astronauta e um diretor de cinema entram num bar…

Outra coincidência das boas é que a redação do 33Giga curte muito qualquer bobeira relacionada à NASA. As preferências variam bastante, indo desde o travesseiro até gente fingindo ser astronauta. O assunto só é mais sensível para a Beatrix, que teme a revolta das máquinas.

Bom, vou nessa. Tchau!

Fiquem com o melhor da semana no site: