Segurança
Reconhecimento facial em estádios: o que muda após Mundial de Clubes?
- Créditos/Foto:DepositPhotos
- 08/Julho/2025
- Da Redação, com assessoria
Não é somente grandes contratações que movimentaram o futebol brasileiro em 2025, mas mudanças que vão muito além das quatro linhas e envolvem a experiência do torcedor brasileiro. É o que ocorre com a Lei Geral do Esporte, que obriga reconhecimento facial em estádios com mais de 20 mil lugares. A regra entrou em vigor em 14 de junho.
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Reconhecimento facial em estádios: o fim dos bilhetes e senhas tradicionais
Com o fim do Mundial de Clubes no próximo domingo (13) e o retorno do futebol brasileiro, o acesso ao estádio será facilitado pela tecnologia de reconhecimento facial. Esqueça bilhetes em papel, cartões ou qualquer tipo de senha. A biometria facial simplificará a vida do torcedor.
Como funciona?
O processo de reconhecimento facial é intuitivo e passa por duas etapas:
- Cadastro da biometria facial via celular: rápido e fácil, o cadastro pode ser feito por qualquer celular com câmera frontal e leva menos de 10 segundos.
- Reconhecimento imediato: a identificação do torcedor ocorre em questão de segundos, garantindo acesso ágil e seguro.
O que muda na vida do torcedor brasileiro?
O impacto da Lei Geral do Esporte no cotidiano do torcedor brasileiro será significativo, trazendo mudanças tanto na segurança quanto na comodidade ao frequentar os estádios. Entenda:
1. Agilidade e conforto no acesso
Com o reconhecimento facial em estádios, o processo de entrada se torna mais rápido. Para o torcedor, isso significa menos tempo nas filas e mais tempo aproveitando a experiência do jogo. Em vez de apresentar ingressos impressos, documentos e passar por verificações demoradas, o sistema automaticamente reconhece o rosto do torcedor em poucos segundos, garantindo um acesso quase instantâneo ao estádio.
“No nosso caso, os torcedores conseguem adentrar o estádio em até dois segundos. Nosso sistema é três vezes mais rápido que os métodos tradicionais, gerando 25 acessos por minuto. Além disso, eliminamos toneladas de emissão de C02 e reduzimos toneladas de resíduos plásticos”, pontua Ricardo Cadar, CEO e Fundador da Bepass. A empresa foi a pioneira e se consolidou como o principal player desse mercado atendendo os principais palcos do Brasil: Allianz Parque, Arena do Grêmio, Maracanã, MorumBIS, Nilton Santos e Vila Belmiro, tendo realizado mais de 5 milhões de acessos em mais de 212 partidas realizadas.
2. Segurança reforçada
A nova lei é uma resposta direta ao aumento das preocupações com a segurança nos grandes eventos esportivos. A tecnologia de reconhecimento facial possibilita a identificação de indivíduos com pendências judiciais ou processadas pela Justiça. Com isso, o torcedor poderá se sentir mais protegido dentro do estádio, com menor risco de episódios de violência ou práticas ilegais. O uso da biometria feita pelo Palmeiras com o programa da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), por exemplo, resultou na prisão de 220 pessoas em partidas disputadas no local.
3. Combate ao cambismo e a falsificação
Outro impacto importante para o torcedor é a redução do cambismo e da venda de ingressos falsificados. O reconhecimento facial permite um controle específico de quem realmente possui os ingressos, já que o acesso será autorizado apenas com a identificação facial. Isso significa mais transparência e menos prejuízos para o torcedor, que poderá confiar que seu ingresso lhe garante entrada segura e exclusiva.
4. Melhoria da experiência geral no evento
A implementação dessa tecnologia torna o estádio mais seguro, organizado e com menos filas, proporcionando uma experiência mais agradável para o público. Eventos esportivos, que muitas vezes podem ser uma fonte de tensão, passam a ser vivenciados de forma mais tranquila, com o foco total no jogo e na diversão.
Para utilizar o sistema, que começa em junho, o torcedor precisará realizar o cadastro prévio da biometria facial. No dia do jogo, apenas será necessário posicionar o rosto em frente ao equipamento de identificação na catraca para liberação da entrada, sem necessidade de apresentar ingresso. O processo é rápido, intuitivo e obrigatório para todos.
Um futuro mais conectado e seguro
Com o reconhecimento facial em estádios, o Brasil adentra uma nova fase na gestão de eventos esportivos, unindo tecnologia e entretenimento para oferecer ao torcedor uma experiência inovadora. “Para 2025, a meta é ampliar a expansão nacional com times da séria A, B e C, além de iniciar nossa internacionalização para México, Estados Unidos e Europa”, finaliza Cadar.
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