Negócios
Além do código: o que define o profissional de tecnologia mais disputado em 2026
- Créditos/Foto:DepositPhotos
- 26/Maio/2026
- Da Redação
A transformação digital e a ascensão da inteligência artificial reconfiguraram as dinâmicas do mercado de trabalho e intensificaram a busca por especialistas qualificados, especialmente em áreas críticas como a cibersegurança. Dados do Guia Salarial da Robert Half apontam que 68% das companhias no Brasil planejam expandir seus quadros tecnológicos ainda em 2026. Diante deste cenário, a Nava, consultoria brasileira de tecnologia com três décadas de atuação, comenta as competências e habilidades que os recrutadores priorizam.
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O equilíbrio entre qualidade técnica e comportamental nunca esteve tão em evidência, mesmo diante de um momento de alta competitividade. Para Thaís Trapp, Chief Marketing & People Office da Nava, a janela de oportunidades é proporcional ao nível de dedicação do profissional. “Vivemos um momento de intensa dualidade. Se de um lado há abundância de oportunidades em diversas áreas, de outro, o mercado segue cada vez mais exigente. Para as empresas, os talentos mais relevantes compreendem o contexto do negócio e atuam além da operação de ferramentas. A estagnação é o maior risco para quem busca protagonismo na carreira.”
De acordo com a executiva, o domínio técnico é pré-requisito, mas são as competências comportamentais que definem quem lidera projetos e evolui na carreira. O mercado busca a combinação de raciocínio lógico com habilidades interpessoais para atuar em ambientes corporativos complexos, nos quais o fator humano sustenta a atuação diante da automação.
Confira as habilidades em destaque:
- Adaptabilidade e resiliência;
- Comunicação assertiva e visão de negócios;
- Colaboração em ambientes híbridos;
- Inteligência emocional.
“Em um mercado que se transforma intensamente, a flexibilidade para aprender e incorporar novas ferramentas com agilidade é determinante, assim como a capacidade de atuar sob pressão, aspectos essenciais para o avanço, a produtividade e a gestão de prazos e desafios. Também buscamos profissionais que sejam capazes de resolver problemas e comunicar caminhos e decisões. Traduzir aspectos técnicos em impactos para o negócio, é fundamental para garantir o alinhamento com stakeholders e áreas não técnicas. Disciplina, autogestão e capacidade de colaboração permanecem essenciais”, destaca Thaís.
As competências técnicas refletem a demanda por automação, proteção de dados e análise de informações. Para se destacar, o profissional deve dominar áreas centrais da transformação digital:
- Engenharia de prompt e IA generativa;
- Cibersegurança;
- Arquitetura de nuvem (cloud computing);
- Análise de dados (BI) e Big Data;
- Desenvolvimento full stack com foco em APIs.
“Técnica e comportamento se tornaram indissociáveis para o profissional do futuro. O sucesso depende da capacidade de transitar entre o desenvolvimento técnico e as relações profissionais. Ao equilibrar atualização constante e habilidades interpessoais, o profissional contribui para uma economia cada vez mais digital”, conclui a especialista.
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