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Primeiro setup gamer: como equilibrar performance e preço na hora de montar
- Créditos/Foto:DepositPhotos
- 11/Maio/2026
- Da Redação
O mercado mundial de eSports segue em alta contínua, com expectativas de alcançar cerca de US$ 4,8 bilhões até 2030, conforme a Statista. No Brasil, o público gamer também cresce de forma consistente. Segundo a Pesquisa Game Brasil (PGB) de 2025, cerca de 82,8% dos brasileiros afirmam jogar jogos digitais – o maior índice já registrado pelo estudo. Mesmo assim, quem está chegando agora enfrenta um obstáculo clássico: a quantidade de equipamentos, preços e informações divergentes na hora de montar o primeiro setup gamer.
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O segmento de hardware gamer, que inclui monitores, cadeiras, periféricos, placas de vídeo, entre outros, tornou-se um dos mais aquecidos do varejo de tecnologia no País. Quem chega agora nesse universo, porém, se depara com um mercado fragmentado, com opções que vão de acessórios básicos a equipamentos de alto desempenho, o que torna a escolha do primeiro setup uma tarefa que exige orientação.
“O mercado de periféricos e hardware passou por uma expansão significativa nos últimos anos, o que ampliou as opções, mas também tornou a decisão de compra mais complexa para quem está começando. Entretanto, com informação e planejamento, é possível montar um setup funcional e competitivo sem comprometer o orçamento”, explica o especialista em esportes eletrônicos e COO do Team Solid, Victor Hugo Cebratelli.
Por que investir em um setup adequado faz diferença?
Cebratelli explica que montar um setup gamer não é apenas uma questão estética ou de status dentro da comunidade. “A escolha correta dos equipamentos impacta diretamente em fatores como desempenho, conforto e até saúde durante longas sessões de jogo”, pontua.
Equipamentos com menor latência, monitores com maior taxa de atualização e periféricos mais precisos podem melhorar significativamente o tempo de resposta do jogador, algo especialmente relevante em jogos competitivos. Ao mesmo tempo, elementos ergonômicos como cadeira adequada e posicionamento do monitor ajudam a evitar fadiga e problemas musculares ao longo do tempo.
“Além disso, investir de forma planejada permite maior longevidade do setup. Em vez de gastar grandes valores de uma só vez, é recomendado priorizar componentes que realmente impactam a experiência inicial e fazer upgrades progressivos conforme o perfil de jogo evolui”, completa o especialista.
10 dicas para montar seu primeiro setup gamer
Para ajudar na missão de montar o primeiro setup gamer, Cebratelli lista 10 dicas práticas, acessíveis e baseadas em dados reais para começar com o pé direito:
1. Defina o tipo de jogo antes de comprar qualquer coisa
A escolha dos equipamentos depende diretamente do estilo de jogo. Títulos de FPS (first-person shooter), como CS2 e Valorant, exigem monitor com alta taxa de atualização (144Hz ou mais) e mouse com sensor preciso. Jogos de RPG ou estratégia são menos exigentes com latência, mas pedem mais da CPU e da RAM. Saber o que vai jogar antes de comprar evita gastos com peças que não se conectam ao seu perfil.
2. Escolha a plataforma certa para seu bolso e estilo
PC, console ou mobile. Cada plataforma tem vantagens e perfis diferentes. De acordo com a Pesquisa Game Brasil (PGB) 2025, os smartphones lideram como a plataforma preferida, seguida pelos consoles e pelo computador. Para iniciantes com orçamento limitado, videogames de geração anterior, como PlayStation 4 e Xbox One, ainda oferecem excelente biblioteca de jogos a preços acessíveis.
3. Priorize o monitor: é o equipamento que mais impacta a experiência
Para iniciantes, um monitor Full HD com 144Hz já entrega uma experiência muito superior ao modelo convencional de 60Hz, e os preços partem de cerca de R$ 800. Não é necessário começar com 4K ou 240Hz. O salto de qualidade mais perceptível acontece justamente entre 60Hz e 144Hz.
“O monitor é como a janela da sua experiência gamer. Você pode ter o PC mais poderoso do mundo, mas se o monitor for ruim, você não vai ver a diferença. É o primeiro upgrade que sempre recomendo”, analisa Cebratelli.
4. Não subestime mouse e teclado: periféricos fazem diferença
Um mouse com sensor óptico preciso e polling rate de 1.000Hz é fundamental para jogos competitivos. O mesmo vale para teclados mecânicos, que oferecem mais durabilidade e resposta tátil mais precisa do que os de membrana. Marcas como Logitech, Razer e HyperX
5. RAM é mais importante do que parece; 16 GB é o mínimo
Com os jogos modernos cada vez mais exigentes, 8 GB de RAM já não é suficiente para uma experiência fluida na maioria dos títulos lançados. A Steam Hardware Survey de maio de 2025 confirma: 40,7% dos jogadores já utilizam 16 GB de RAM, consolidando esse valor como o novo padrão mínimo. Quem compra um PC com 8 GB hoje provavelmente precisará fazer upgrade em menos de dois anos.
6. Placa de vídeo: entenda o que você realmente precisa
GPU (placa de vídeo) é o componente mais falado e, muitas vezes, o mais superestimado por iniciantes. Para jogar em Full HD com configurações médias-altas, GPUs intermediárias como as linhas GTX 1660 Super (NVIDIA) ou RX 6600 (AMD) já entregam ótima performance. Investir em uma RTX 4090 para jogar Minecraft não faz sentido. A regra de ouro é equilibrar a GPU com o monitor: não adianta uma placa topo de linha em um monitor de 60Hz.
7. Headset ou fones: comunicação e áudio são parte do jogo
Em jogos multiplayer, a comunicação com o time é estratégica. Sendo assim, o microfone não é opcional – nem um headset. Além disso, o áudio direcional, que permite ouvir de onde vêm os passos do inimigo, é recurso presente até em fones de entrada da categoria gamer.
“Na Team Solid, a comunicação entre os atletas durante as partidas é tão treinada quanto a mecânica individual. Para quem está começando, um bom headset com microfone decente já muda completamente a dinâmica do jogo em equipe”, afirma Cebratelli.
8. Cadeira e postura não são luxo, são saúde
Sessões longas de jogo sem suporte lombar adequado aceleram e causam dores nas costas. Uma cadeira ergonômica com ajuste de altura e apoio lombar já resolve bem, não é preciso começar com um modelo gamer profissional. Uma cadeira de escritório com apoio lombar regulável já cumpre a função para quem está no início.
9. Conexão com a internet: cabeada sempre que possível
Wi-Fi evoluiu muito, mas para jogos competitivos a conexão via cabo Ethernet ainda é a mais recomendada, eliminando variações de latência (ping) causadas por interferência de sinal. O investimento em um cabo e um switch de rede é mínimo comparado ao impacto na qualidade de jogo.
10. Pense no setup como um investimento gradual
A armadilha mais comum para iniciantes é querer montar o setup completo de uma só vez. A estratégia mais inteligente é começar pelo essencial: PC ou console, monitor e periféricos básicos, e ir aprimorando conforme o interesse cresce. O mercado secundário de hardware gamer no Brasil também é aquecido: marketplaces a exemplo de OLX e Mercado Livre, além de plataformas de venda ou leilão online de itens de recommerce, com estoques de grandes varejistas e itens para renovação de estoque de lojas, como a Kwara, podem oferecer seminovos com boa procedência e preço atrativo.
“Ninguém precisa que o primeiro setup gamer seja profissional. Comece com o que dá, aprenda o jogo, entenda o que te faz falta e aí vai evoluindo. O conjunto ideal é aquele que funciona para o seu nível, o seu bolso e o seu estilo de game”, finaliza o COO do Team Solid.
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