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Phishing eleitoral: 3 golpes que podem roubar dados e dinheiro

Às vésperas de mais um pleito no Brasil, uma ameaça silenciosa e crescente preocupa especialistas em segurança digital: o phishing eleitoral. Em um cenário em que títulos de eleitor, multas e até doações de campanha migraram para o ambiente online, criminosos têm explorado a urgência, o medo e a boa-fé da população para roubar dados, desviar dinheiro e minar a confiança na democracia digital.

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De acordo com Vinicius Ferreira, CEO da T2Sec, empresa especializada em segurança da informação e resposta a incidentes cibernéticos, três tipos de golpe merecem atenção redobrada nas próximas eleições: o phishing de título eleitoral, o phishing de boletos falsos e o phishing de doações de campanha.

“O maior risco hoje não é um hacker invadir a urna eletrônica. É você, eleitor, clicando em um link falso dentro do seu próprio celular. Um toque pode entregar seus dados, seu dinheiro e sua credibilidade política. Democracia digital exige desconfiança legítima”, alerta o especialista.

1. Golpe do título eleitoral: pânico e roubo de identidade

Criminosos enviam mensagens por e-mail, SMS ou WhatsApp informando supostas irregularidades no título de eleitor, convocações falsas da Justiça Eleitoral ou links para atualização cadastral enganosa. O objetivo é capturar documentos, fotos, endereços e senhas.

“A vítima clica no link, preenche um formulário falso e, sem perceber, entrega a chave para fraudes financeiras e roubo de identidade. A Justiça Eleitoral não envia boletos nem solicita dados sensíveis por mensagens não oficiais. Todo procedimento deve ser feito exclusivamente no site do TSE ou nos aplicativos oficiais”, reforça Ferreira.

2. Falso boleto eleitoral: medo da multa vira prejuízo financeiro

Outra artimanha comum é o envio de boletos com títulos como “Multa por não comparecimento às urnas”, “Taxa de regularização eleitoral” ou “Guia para emissão de segunda via do título”. Os documentos trazem códigos de barras adulterados ou QR Codes com Pix que direcionam o pagamento para contas laranjas. Muitos eleitores, temendo sanções, pagam sem conferir a origem da cobrança.

“Nenhuma multa ou taxa eleitoral é cobrada por boleto enviado de forma avulsa por e-mail ou mensagem. Eventuais pendências são resolvidas presencialmente nos cartórios ou no sistema oficial do TSE, com guias emitidas dentro do ambiente seguro. Se chegou um boleto na sua caixa de entrada, desconfie. Isso porque 99% das vezes é golpe”, afirma o executivo.

3. Phishing de doações de campanha: dinheiro e credibilidade em jogo

Com o crescimento das arrecadações via Pix e transferências bancárias, criminosos criam sites e perfis falsos de candidatos e partidos, solicitando doações para “urgências de campanha”. Utilizam nomes parecidos, logotipos copiados e narrativas de engajamento político para enganar eleitores bem-intencionados.

“O prejuízo não é apenas financeiro. Esse golpe desvia recursos legítimos de campanhas reais e gera descrédito no sistema eleitoral como um todo. Sempre verifique os canais oficiais de arrecadação divulgados pelos próprios candidatos ou partidos, preferencialmente por meio de sites com certificado digital e contas verificadas em redes sociais”, orienta o CEO da T2Sec.

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A T2Sec ainda reforça que não existe tecnologia infalível contra a engenharia social, e que a principal proteção está no comportamento vigilante do eleitor. É fundamental desconfiar de mensagens alarmistas ou com urgência exagerada, nunca clicar em links suspeitos – mesmo que enviados por contatos conhecidos – e jamais fornecer documentos, fotos, endereços ou dados bancários fora de canais oficiais. Acima de tudo, a recomendação é compartilhar informações sobre os golpes com familiares e amigos, ampliando a rede de proteção coletiva contra o phishing eleitoral.

“Em época de eleições, defender seus dados é também defender a democracia. Compartilhe esse conhecimento. Um eleitor informado é um eleitor protegido”, conclui Ferreira.