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76% dos consumidores usam assistentes de IA semanal ou diariamente

  • Créditos/Foto:DepositPhotos
  • 01/Setembro/2025
  • Da Redação, com assessoria

Entre os consumidores globais que já utilizaram alguma ferramenta de inteligência artificial, 81% relatam ter usado assistentes de voz, chatbots ou assistentes de compras nos últimos meses. E não se trata apenas de uso ocasional, uma vez que 76% afirmam recorrer a essas ferramentas semanalmente ou diariamente. Apenas 24% relatam uso menos frequente. É o que aponta um novo relatório da Kantar, intitulado Connecting with the AI Consumer (Conectando-se com o Consumidor de IA, em tradução livre),

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O uso é maior entre Geração Z (83%) e Millennials (81%). A Geração X apresenta um nível moderado, com 66%, enquanto apenas cerca de metade (51%) dos Boomers utilizam assistentes de IA semanalmente ou diariamente. Esses padrões sugerem que a inteligência artificial está especialmente integrada à rotina dos consumidores mais jovens, muitos dos quais cresceram com ferramentas digitais presentes no dia a dia.

Diferenças regionais também se destacam. Na Índia, 67% dos entrevistados dizem usar assistentes de IA diariamente, seguidos por 50% na China e 46% no Brasil. Por outro lado, o uso é significativamente menor em partes da Europa. Na França, 18% dos entrevistados declaram utilizar assistentes de IA com menos frequência do que uma vez por mês, e na Alemanha esse número é de 14%. Essas diferenças refletem uma combinação de fatores como infraestrutura, maturidade digital, preocupações com privacidade e atitudes culturais em relação à tecnologia.

O que os usuários mais valorizam

Ao serem questionados sobre o que mais valorizam nos assistentes de IA, os usuários são claros: 61% afirmam que a característica mais útil é a capacidade de responder perguntas rapidamente. “Faz sentido: em vez de abrir um navegador e digitar uma busca, o usuário quer perguntar em voz alta e receber uma resposta imediata. Isso reduz atritos e torna as tarefas do dia a dia mais simples”, explica Luis Bosisio, diretor de brand da Kantar Brasil.

A geração de ideias criativas aparece como a segunda função mais valorizada, com 48%. Isso indica que os usuários veem a IA não apenas como uma ferramenta funcional, mas como parceira para ideação, brainstorming e criação de conteúdo. De sugestões de receitas a rascunhos de e-mails ou roteiros de viagem, as pessoas estão aproveitando o potencial criativo da IA.

“Consumidores valorizam IA que os ajuda a economizar tempo e pensar de forma criativa. Ferramentas rápidas, eficientes e inspiradoras têm o maior apelo”, diz Bosisio. “Ao desenvolver um assistente digital para varejo ou integrar IA ao seu aplicativo ou site, a marca deve focar em tornar as interações úteis e ágeis.”

O que os consumidores desejam dos assistentes de IA?

Com o crescimento dos assistentes de IA, os usuários querem ir além das tarefas simples. Eles desejam ferramentas que ajudem na tomada de decisões (45%), planejamento financeiro ou elaboração de orçamento (42%), otimização de viagens e roteiros (36%) e recomendações personalizadas de entretenimento (33%).

Curiosamente, as capacidades menos atraentes estão relacionadas ao suporte interpessoal, como ajudar em relacionamentos ou networking. “Isso mostra que, embora consumidores estejam abertos ao uso da IA para ajuda prática e logística, ainda há hesitação em confiar nela para tarefas emocionais ou sociais”, explica Bosisio. “Os usuários enxergam a IA como uma assistente útil, não como substituta das interações humanas.”

Ao analisar os dados por faixa etária, Boomers, em especial, dão grande ênfase à proteção de dados: 54% dizem que valorizariam ferramentas que monitoram ou protegem suas informações. Já os usuários mais jovens se interessam mais pela produção de conteúdo criativo e apoio à tomada de decisões. Por exemplo, 48% da Geração Z gostariam que a IA ajudasse a tomar melhores decisões e 46% são atraídos pelo potencial criativo.

Bosisio lembra que as marcas devem comunicar claramente como os dados pessoais são usados e permitir que os usuários controlem suas configurações. “Transparência e privacidade são centrais para a confiança e adoção
a longo prazo”, afirma o executivo.

Além disso, adaptar experiências por geração pode ser essencial. Enquanto usuários jovens buscam IA que aumente produtividade e criatividade, consumidores mais velhos valorizam privacidade e praticidade na gestão da vida. Entender as necessidades do público será fundamental ao projetar ou aprimorar recursos com IA.

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