Resumão da Semana
Parçolândia
- Créditos/Foto:Reprodução / Cazé TV
- 19/Março/2026
- Sérgio Vinícius
Eu estava tranquilo levando minha vida no interior profundo de Goiás e pensando que, mais ridículo que o papel que Neymar tá se prestando (não de hoje, aliás e no caso), só quem o quer jogando na Seleção na Copa.
Agora que viram que na bola já não dá mais, estão defendendo que ele deve ir para animar o grupo. Como se houvesse algo mais desanimador do que vê-lo chegando no vestiário com uma JBL gigante e obrigando todo mundo ouvir sei lá Deus o quê. (Tears for Fears, talvez?)
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Ontem o camarada não só não conseguiu passar pelo pior zagueiro que vi no Corinthians nos últimos anos como se esborrachou no chão. Aliás, o Felix tá na santíssima trindade dos mais coitados da zaga que vi no Timão. Ao seu lado, Bambu e o mito Valdson, que chegou ao Coringão avisando que ia treinar muito para, um dia, ir para um time grande.
E treinamento não faltou, dado que em uma partida (contra o então Atlético sem agá) fez um gol contra, uma falta que resultou em gol, um pênalti e foi expulso. Antes, o Casagrande comentou que o Corinthians precisava colocar alguém para marcar o Valdson.
Mas, enfim, voltemos ao Neymar e a Copa e a essa papagaiada toda.
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Aí, como, pelas leis da atração, idiotice atrai idiotice, lembrei que o Twitter não existe mais. Mas o X, sim. E resolvi dar uma olhada no que estava acontecendo por lá e, sei lá, a figura abaixo me rendeu uma honesta gargalhada.

Aí, rapidamente cansei do chorume em texto e resolvi dar uma chance ao chorume em imagem. Abri o Instagram coisa de poucos minutos após o Santos ter perdido, em casa, para o coitado do Internacional, no qual o benino fez um gol de pênalti, foi para o bolso do Félix, etc e coisa e tal.
A coisa e tal foi tão feia que o Vojvoda é agora ex-técnico do Santos – e, provando que sempre pode piorar, o Cuca Beludo está chegando para o posto. Em resumo, não tem muito como defender o time no geral, e nem a granel. Mas aí, a Cazé TV me faz obra de arte abaixo.

E de pensamento em pensamento, de vírgula em errada e em excesso em vírgula errada e em excesso, a coisa vai indo e quando vemos, estava tentando lembrar da última vez que abri o WinrRAR (e vi o pedido para comprar, mas se não quisesse, tudo bem, podia usar tranquilamente) ou quando atualizei o JAVA por último.
É o tipo de coisa que a gente vai fazendo, vai fazendo e, quando vê, nunca mais. Aí lembrei da frase “sua mãe te pega no colo diariamente até que, um dia, não pega mais”. E a gente nunca lembra exatamente quando tá fazendo algo pela última vez e tudo bem.
Saudade de atualizar um JAVA, né, minha filha?
Às vezes, só às vezes, é difícil começar uma newsletter mal escrita e sem revizão (dã) sem assunto – pensei em escrever mais um pouco sobre a falência das forças armadas (não falta material e um dos nossos nobres leitores pediu o assunto a cada 15 dias).
Até ia comentar sobre o exército de Israel, quando apareceu aqui para ajudar no CAOS de Brumadinho, atolou no barro, teve que ser salvo por bombeiros brasileiros, virou CHACOTA do Exército Comando Maluco Brasileiro e saiu com o rabo entre as pernas.
Mas daí comecei falando do Neymar e é algo que sempre rende. Também cogitei comentar qualquer bobagem sobre a Praça é Nossa ou a Escolinha do Professor Raimundo, já que parte da audiência também se entretém com qualquer baboseira a respeito e camarão é a mãe e Apolôôôôôôniooooo.
O fato é que assuntos de sempre rendem sempre. Tipo, faz tempo que não falo de Marcella por aqui, né? Ela é um assunto, aparentemente.
Ainda, o HEIN!?
– As pessoas se incomodam demais com o meu “em”

– Isso que dá não ler Turma da Mônica quando criança. Quando você vai escrever uma interjeição de meio irritada (de leve) e meio deboche (que é meio que você inteira), usa o quê? Qualquer um que leu Turma da Mônica escreve “humpf”.
– Eu escrevo “argh!”
– Essa é da Turma da Mônica também. Ou essa nuvenzinha, que é de 100% nervoso mesmo. Agora, imagino o que você liga quando criança. Dostoievski? Milo Manara?

– Eu queria que existisse essa nuvenzinha na vida real. E eu lia Turma da Mônica! Sei lá por que eu escrevo “em” em vez de “heim”
– Você havia me dito que é porque não gosta de palavra que começa com agá e termina com h, mas pode ter inventado na hora só para ganhar uma argumentação. Sendo que hein termina mesmo com exclamação ou interrogação ou ambos. Sem isso, ela tá escrita de forma errada.
– Mas tem gente que usa hein como um questionamento puro também, né? Tipo quando não entende e, em vez de falar que? ou oi? fala hein? (eu, particularmente, acho feio).
– Ou ainda quando precisa de uma confirmação irônica. “Mas não foi o que eu falei um milhão de vezes? Hein? Hein? Hein? Responda, tudo não é o fodão? Hein? Hein? Hein?”
– Esse uso aí é muito bom, inclusive! Eu curto.
– Você usa muito. É meio despeitado.
– É um recurso de comunicação muito útil.
– Acho um pouco passi-agressivo. (Nem é passivo inteiro, só um pouco. Tá mais para bem agressivo, mas fingindo que não)
– É, de fato. Mas se usar nos contextos adequados, tá tudo certo.
– E o contexto, seria?
– Quando se quer espezinhar o interlocutor.
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E os links da semana são os de baixo mesmo
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