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Descubra as origens de Momo, o viral amaldiçoado do WhatsApp Descubra as origens de Momo, o viral amaldiçoado do WhatsApp

Durante o último mês, começou a circular pela internet imagens de uma criatura assustadora. Cabeça gigante, olhos arregalados e um sorriso bizarro. Chamada de Momo, o que se acredita é que ela use o WhatsApp para expor os usuários a conteúdos explícitos, violentos e perturbadores. Até o momento, não se sabe exatamente quais são os reais objetivos da brincadeira.

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A história tomou forma quando a Unidade de Investigação de Delitos Informáticos de Tabasco, no México, divulgou uma panfleto informativo sobre o assunto. De acordo com eles, o murmurinho começou em um grupo de Facebook, no qual os usuários eram desafiados a fazer contato com um número desconhecido no WhatsApp com a foto de uma figura sinistra — Momo. A resposta geralmente envolvia conteúdo violento e, muitas vezes, ameaças de que os dados pessoais no celular do usuário seriam espalhados pela internet.

A lenda

Para deixar o boato ainda mais aquecido, muitos usuários começaram a ligar Momo a Ubume, uma figura sobrenatural do folclores japonês. Na lenda, a criatura é representada por uma mãe que morreu durante o parto. A história diz que ela aparece em lojas para comprar doces e comidas para crianças vivas com moedas que depois se transformam em folhas secas.

Em outras situações, ela também convida pessoas a segurarem seu filho por um momento. Mas quando a pessoa pega o bebê, ela desaparece. Logo, a criança começa a ficar cada vez mais pesada até que se perceba que ela, na verdade, é uma grande pedra.

Momo: a verdade

Apesar de ter começado originalmente em espanhol, a verdadeira história de Momo está no Japão. Na realidade, ela é uma escultura humanoide chamada de Guai Bird, feita por Keisuke Aisawa, artista da empresa de efeitos especiais Link Factory. E parte do boato era verídica, porque a figura é mesmo uma representação de Ubume.

Em 2016, a “mulher-pássaro” participou de uma exposição sobre fantasmas e espectros, a Ghost Gallery III, na Vanilla Gallery, em Tóquio. A galeria é conhecida por suas exposições voltadas a conteúdo alternativo e de terror. Quando passou por lá, “Momo” foi um verdadeiro sucesso e muita gente parou para tirar fotos com a escultura assustadora — daí a quantidade de imagens que está rolando na internet.

Cuidado!

Não há confirmação dos perigos tecnológicos e à privacidade de tentar se comunicar com os números desconhecidos envolvidos na história. Contudo, autoridades de várias partes do mundo recomendam que os usuários não fomentem a brincadeira.

A Unidade de Investigação do estado de Tabaco alerta que as tentativas de contato com a Momo devem ser evitadas justamente por conta dos riscos incertos. Além disso, a entidade destaca que pessoas mal intencionadas podem estar usando Momo para assediar menores, incitar a violência, o suicídio e gatilhos para transtornos físicos e psicológicos como ansiedade e insônia. Os alertas são também uma tentativa de evitar que desafios no estilo “Baleia Azul” voltem a se popularizar.

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