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Resumão da Semana

Tirando os coitados, nós somos os mais coitados

Quando essa coluna ou newsletter (sempre depende a partir de onde você esteja lendo essa pocilga) estava pronta, pintou o Erramos. A saber: Correção: Neymar Jr. não licenciou imagem para microdramas gerados por IA.

Como a coluna ou newsletter do 33Giga não tem compromisso com a mentira (e nem muito com a verdade), talvez tudo o que venha a seguir tenha sido erguido em cima de uma casa de papel que afundou no pântano. Talvez, não.

Só saberemos se não houver um Erramos do Erramos (o que é possível, dado que, neste mundo de meu Deus, ninguém mais sabe o que é verdade, o que é mentira e o que é inteligência artificial dando lição de moral ou mostrando o Endrick fazendo compras no Atacadão no final do mês e pagando o Ancelotti no PIX).

Bom, então, vamos à coluna pré-Erramos. Todas as pessoas citadas aqui fazem parte da equipe do 33Giga e, por isso mesmo, não vou linkar. Marcella é a especialista em filmes de terror e que está em uma guerra santa contra IA. Beatrix, a descolada. Bianca, a blasè. PC, o buena onda. Douglas, o que não é do 33Giga.

Tirando os coitados, nós somos os mais coitados

A prova de que nossa sociedade está muito doente é esta manchete que o 33Giga deu esses dias: Neymar Jr. licencia imagem para microdramas gerados por IA. Ou talvez, conforme acredita Marcella, tenhamos todos morridos (sim, no plural, porque fica errado, mas mais bonito) em 2012 e estejamos vivendo em um mundo infestado por uma espécie de reality show nível bebê fez totô estrelado por Neymar e inteligência artificial a dar com pau (e dando lições de moral no Instagram).

(A possível segunda prova que vivemos em uma sociedade doente, aliás e como bem apontou Beatrix, é que a manchete acima não tem “Lamentável:” antes de Neymar Jr. licencia imagem para microdramas gerados por IA. Mas aí seria mais uma questão de rigor jornalístico adotado por Bianca do que sinais de que a sociedade respira por aparelhos – para isso, temos a existência de influncers, de influencers mirins, de influencers mirins de direita, de influencers mirins de direita e religiosos, de fãs de influencers mirins de direita e religiosos, de lugares instagramáveis, de escanteio curto, do termo resenha usado como giria de boleiro (argh, boleiro), da família Bolsonaro, do Nikolas e a moça que fala merda a dar com pau e usa aquela tiara nazista na cabeça).

De qualquer forma, se a teoria da Marcela (Erramos: é Marcella) estiver correta e estivermos todos mortos no quinto dos infernos, há sempre um lado positivo a se olhar. Pelo menos, não estamos morando no colo do Fui Clear, no ombro do O Pilhado ou no programa do Luciano Huck. Há níveis e níveis no inferno de Marcella e, aparentemente, estamos no quarto círculo. Melhor que a turma que foi parar sob o boné do Rica Perrone, pior do que o pessoal que tá preso em show de Stand Up Comedy do Danilo Gentili dentro daquela cafeteria xumbrega de FROM ou mesmo preso na frente da TV assistindo a FROM.

Mas hoje, só para não fugir do tema recorrente desta coluna ou newsletter (é a seção de Schrodinger, coluna e newsletter ao mesmo tempo, meio viva e meio morta) queria informar que sigo acompanhando com interesse a situação do Neymar. No momento, ele parece um bebê que está aprendendo a andar. “Neymar colocou a chuteira”, “Neymar tirou a meia”, “Neymar , que engraçadinho, cuti, cuti”.

Mas quero dar um panorama geral de como chegamos à fase bebê do benino. Esses dias, debatia se a derradeira turnê dele pelos gramados brasileiros e, agora, dos EUA seria melhor e mais rica que a ¡Adiós, Amigos!, shows de despedida dos Ramones (lembro que, em 96, estive presente nas apresentações deles do Aramaçan e do finado Olímpia e então tenho lugar de fala).

Em termos de entretenimento, a ¡Adiós, Parças! já tá dando de 10 nos esforçados Ramones, coitados. Se não, o que dizer de tudo o que vimos desde o ano passado?

Neymar chega, jornalista chora, um senhor falta na quimioterapia para ver a apresentação (nunca é só futebol, é um monte de papagaiada também). Daí para a frente, é só a maior performance de entretenimento desde, sei lá, a moça lá que pintou o cu de verde e esfregou na cara do Nelson Rubens.

De cabeça, lembro de algumas coisas. Também posso estar inventando outras.

Pai de Neymar fica com 75% dos novos patrocínios do Santos. Clube torna-se refém da família Neymar. 28 jogos e um ano depois, o pai afirma que o filho voltou ao Santos por dó.

Neymar opera o joelho e some. Não avisa o Santos, desfalca o time. Joga poquer, bate pênalti na Kings League e faz promoção para torcedores darem tchau para ele em um jogo qualquer da NBA.

Provoca a torcida tampando os ouvidos após uma derrota. Se desculpa na internet dizendo que estava “coçando a orelha”. Irritado com expulsão, Neymar diz que árbitro tá de Chico. Com dívida milionária a Neymar, Santos atrasa salário da cidade inteira e até adjacências de Praia Grande.

Agride um de menor (Erramos, mas é legal escrever errado) em treino. Neymar deu uma rasteira e um tapa no rosto no filho do Robinho após levar um drible. No derradeiro jogo pelo Santão, é substituído erroneamente ou acertadamente e faz um escarcéu. É convocado para Copa com as mesmas condições físicas que minha vozinha hoje (e falecida em 2002).

Há ainda o caso “Vídeos vazados da festa secreta”. O caboclo foi a uma parada aí com garotas de programa enquanto fingia estar com dores musculares. A esposa dele recebeu vídeos e virou um, como diria minha vozinha em excelentes condições físicas, um bafafá.

Até que finalmente chegamos a sei lá o que. Ah, já sei. Em mais um ato nobre, depois de avisar que vai ter mais um rebento, resolve gerar seu próximo filho na própria perna – conforme prova a imagem abaixo. Pode ser também uma homenagem ao Krang ou a um vilão lá do Vingador do Futuro. São muitas possibilidades.

A única possibilidade mesmo é que ele foi para passear. Agora, momentos antes de soltar essa newsletter fajuta, o O Globo me manda essa manchete e aparentemente até a CBF assumiu. É demais.

E, antes dos links da semana, mais dois pitacos sobre futebol.

Primeiro, a seleção.

Um bom resumo de tudo o que vi até agora (assisti a uns 70% dos jogos e conclui que todo mundo daria trabalho para o Brasil e se o Coringão e dinizismo estivessem em campo, era tudo nosso) é a frase título dessa coluna newsletter. A observação, aliás, é do Dougla, citando lá em cima.

“Tirando os coitados, nós somos os mais coitados.”

Segunda questã. Esses dias, voltou a circular um meme dizendo algo sobre os jogadores Kubo, Redondo e Quadrado. Abaixo, você confere no replay.

O problema é que começaram a problematizar a piada (que já é meio ruim por si só), dizendo que o Kubo só jogou duas copas. Se a pessoa começa a frase com “eu sei que é piada, mas…”, ela claramente é chaaaaaaaaaata. E tudo bem ser chato.

Mas aí, vi muitas pessoas debatendo isso seriamente e tals. Mas, já que é para manter o ar de chatice da coisa toda, é necessário informar que REDONDO NÃO É FORMA GEOMÉTRICA. Esfera é. Círculo, idem. (E ontem o Kone, que é forma geométrica se escrito com C, quebrou a perna.)

Já deu de momento palestrinha? Já. Então, nem Kubo tem três Copas e nem Redondo entra na lista. Faltou um ERRAMOS para o meme. Mas quem não tem ERRAMOS, caça com LINKS.

Semana que vem, se a Copa permitir, tem mais.