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Petição online contesta mudança na lei sobre direito à cidadania italiana

  • Créditos/Foto:DepositPhotos
  • 10/Abril/2025
  • Da Redação, com assessoria

Mais de 102 mil pessoas assinaram uma petição online na Change.org para combater o decreto que limitou o reconhecimento da cidadania italiana a apenas filhos e netos de italianos. O abaixo-assinado ganhou repercussão internacional, recebendo apoio de 120 países diferentes.

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Os 10 países com mais assinaturas são:

  1. Brasil – 58.151
  2. Itália – 15.328
  3. Argentina – 13.191
  4. Estados Unidos – 4.352
  5. Irlanda – 1.504
  6. Reino Unido – 1.354
  7. Uruguai – 873
  8. Portugal – 769
  9. Chile – 735
  10. Espanha – 548

O dado é referente ao país onde a assinatura digital foi realizada. “Essa campanha mostra o potencial de alcance dos abaixo-assinados online”, afirma Monica Souza, diretora-executiva da Change.org Brasil. “Uma brasileira que vive na Itália decidiu mostrar seu descontentamento por meio de uma petição e milhares de pessoas de todos os continentes se identificaram e decidiram se unir a ela”, completa.

O abaixo-assinado caracteriza o decreto de Antonio Tajani, Ministro das Relações Exteriores da Itália, como traição. “A Itália tem uma longa história de emigração que levou milhões de italianos a se estabelecerem em diversas partes do mundo. Seus descendentes mantiveram vivas as tradições, a cultura e o vínculo com nosso país, contribuindo para a difusão da língua e da identidade italiana no exterior. Agora, o governo corre o risco de trair essa herança e privar milhões de pessoas de um direito histórico.”

De acordo com o Ministério de Relações Exteriores da Itália, 20 mil brasileiros obtiveram a cidadania italiana em 2024, 6 mil a mais que em 2022. “O princípio do direito de sangue não será abolido e muitos descendentes de emigrantes poderão obter a nacionalidade italiana”, declarou Antonio Tajani.

O decreto está em vigor desde 28 de março e tem vigência de 60 dias. Neste período, o Parlamento italiano precisa aprová-lo para que se torne permanente, e a primeira ministra Giorgia Meloni tem maioria tanto na Câmara quanto no Senado.

Para apoiar a causa, basta acessar este link e preencher seu nome, sobrenome e e-mail nos campos dedicados. Caso esteja navegando via celular, é necessário primeiro clicar em “Assinar este abaixo-assinado”.

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