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Resumão da Semana

Resumão da semana: Você já levou golpe do Morrissey?

Quando o Sérgio disse que entraria em férias e jogou a bucha (rá!) da news para mim, rapidamente sugeri que todos da redação entrassem na jogada. O problema é que minha estratégia foi um tiro no pé. Se antes eu achava difícil fazer algo no estilo do Sérgio, o sarrafo subiu após as contribuições do PC e da Marcella.

Com o fantasma do comunismo da news me assombrando, pensei até mesmo em repassar a responsabilidade para minha mãe – algo, inclusive, que já fiz anteriormente ao pedir para ela testar uma Alexa. Mas vocês seriam obrigados a ler um textão sobre o atual hiperfoco dela: dança flamenca.

Dança flamenca, inclusive, me lembra que, certa feita, minha mãe me convenceu a ir com ela e meu pai a um show do Gipsy Kings – aqueles do bamboleio, bamboleia. Chegando lá, descobrimos que o vocalista principal estava com problema de garganta e não cantaria. Restou ao grupo se revezar na tarefa.

Apesar da decepção da minha mãe – que mais de 10 anos depois ainda comenta o caso –, acho superlegal quando o artista ou a banda se compromete com o fã. Lembro de ter visto o Two Door Cinema Club sem o vocalista e, mais recentemente, saiu a notícia de que o Fall Out Boy virá para o Brasil sem o guitarrista. Mas vocês sabem quem não tem a mesma consideração? O escroto, xenófobo, racista, (insira aqui o pior adjetivo que você conhece) do Morrissey.

Semana passada, li que o Morrissey chegou à marca de 17 shows cancelados dos 63 inicialmente programados para este ano. A última desculpa é de que um músico da banda (quem?) sofreu uma lesão (qual?). Desse jeito, parece que a passagem pelo Brasil em novembro também não se concretizará. Mas é como diz o grande pensador contemporâneo DJ Guuga: o golpe tá aí, cai quem quer.

É importante dizer que tenho lugar de fala nessa questão porque, sim, já cai no golpe no Morrissey. Comprei ingresso para um show em 2023. Ele remarcou duas vezes e, por fim, cancelou. Detalhe: NÃO DEVOLVEU O DINHEIRO. Imaginem minha surpresa quando, no começo deste ano, recebi reembolso da pobre tiqueteira. Aliás, reembolso esse que só cobriu o valor da entrada e não o das taxas.

Esse é outro assunto bastante sensível para mim: está cada vez mais broxante ir a shows no Brasil. É taxa de todo tipo (e aquela de processamento que surgiu para o My Chemical Romance?), pista premium, pista premium da premium, pesquisa para comprar com antecedência (alô, Oasis!), disputa na fila com robô… Tudo isso faz com que, a cada semana, eu conclua mais que a indústria está “ó, uma bosta”.

O problema é que, apesar de toda essa palhaçada, artistas legais continuam “coming to Brazil” e eu sigo querendo “go to the shows”. O último anúncio nessa pegada foi o do Weezer. A banda trará a tour especial do Blue Album em um festival que acontecerá em 2 de novembro. Qual festival? Mistério. Valores? Não sabemos. Mais informações? Consultar o Mestre dos Magos.

Será que o Weezer vai “Morrisseyar”? “Morrisseyzar”? Dar uma de Morrissey? Dar um golpe? Tá bom, tá bom. Já vou parar de me alongar e trazer o que vim trazer. Com vocês, os destaques da semana do 33Giga:

Antes de me despedir, deixo registrado que, semanalmente, os links são selecionados com minha curadoria. Como segunda-feira será minha vez de entrar em férias, não sei o que vocês receberão nas próximas semanas.

Boa sorte a todos e até as próximas férias do Sérgio!

(Sim, eu sei que vocês dirão “reclamou, reclamou e agora tá querendo escrever outra”. É isso mesmo. Não me cobre coerência.)