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Ciência

Mito do leite fraco: nutricionista revela o que realmente interfere na amamentação

  • Créditos/Foto:DepositPhotos
  • 21/Agosto/2025
  • Da Redação, com assessoria

A crença de que algumas mães produzem “leite fraco” ainda persiste, mas não encontra respaldo na ciência. Em alusão ao Agosto Dourado – mês de incentivo ao aleitamento materno –, a nutricionista e professora do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Paloma Popov, revela que a composição do leite materno é naturalmente adequada para o bebê e, portanto, não existe leite fraco. O que pode, de fato, interferir na produção e na qualidade são fatores como alimentação desequilibrada e baixa ingestão de líquidos por parte da lactante.

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“O leite materno é uma fonte completa de nutrientes nos primeiros seis meses de vida, com água, proteínas, carboidratos, lipídios, vitaminas, sais minerais e imunoglobulinas, auxilia no desenvolvimento do sistema imunológico, neurológico e metabólico da criança”, explica a especialista. “Com o imunológico fortalecido, a criança combate mais facilmente infecções e doenças”, acrescenta Popov.

Para manter essa composição rica, a mãe deve priorizar uma dieta variada e manter-se bem hidratada. Além de alimentar, o ato de amamentar promove o vínculo entre mãe e filho e traz benefícios para a saúde: reduz os riscos de câncer de mama e colo do útero, além de auxiliar na recuperação pós-parto. “É um processo poderoso tanto do ponto de vista nutricional quanto emocional”, destaca a docente do CEUB.

O Brasil apresenta índices positivos no início da amamentação. De acordo com o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI), 96,2% das crianças brasileiras foram amamentadas em algum momento e 62,4% receberam leite materno já na primeira hora de vida. A média de amamentação ultrapassa 1 ano e 4 meses no País.

Para mães com dietas restritivas, como vegetarianas ou veganas, a especialista reforça que a amamentação continua sendo segura, desde que a mãe tenha uma alimentação adequada e hidratação suficiente – preferencialmente com acompanhamento profissional. “Existem muitos mitos em relação à força do leite produzido pelas mães, mas a única coisa que pode aumentar a quantidade e qualidade do leite materno é a mãe priorizar uma alimentação balanceada associada à hidratação”, finaliza.

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O que é o Agosto Dourado?

Criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela UNICEF, a Semana Mundial da Amamentação, celebrada em agosto, deu origem ao chamado Agosto Dourado, campanha dedicada à promoção e conscientização sobre a importância do aleitamento materno. A cor dourada foi escolhida para simbolizar o “padrão ouro” de qualidade do leite materno. A recomendação oficial da OMS e do Ministério da Saúde é o aleitamento exclusivo até os seis meses e complementar até os dois anos ou mais.