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Mercado náutico cresce entre público acima dos 60 anos

  • Créditos/Foto:Divulgação/Triton Yachts
  • 07/Julho/2026
  • Da Redação

Hoje, o Brasil tem entre 32 milhões e 34 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, conforme projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE). Até 2040, esse contingente deve se aproximar de 58 milhões. Essa mudança demográfica já influencia diferentes setores. O mercado náutico, por exemplo, percebe aumento significativo na procura e nas vendas para consumidores seniores, especialmente aposentados e profissionais em fase mais consolidada da carreira.

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O movimento ganhou força depois da pandemia, quando parte dos consumidores passou a rever prioridades. A embarcação, antes tratada principalmente como um bem de status, passou a ocupar outro espaço no planejamento familiar: o de uma experiência de uso recorrente, voltada a fins de semana, viagens curtas, encontros com filhos e netos e momentos fora da rotina urbana.

Segundo dados do estaleiro nacional Triton Yachts, as vendas para o público sênior cresceram 40% nos últimos anos. Hoje, consumidores com mais de 60 anos estão entre os principais compradores da marca. O perfil é formado majoritariamente por homens, mas as mulheres têm ampliado a participação nas decisões de compra, especialmente na escolha dos modelos, dos itens de conforto e da configuração dos espaços de convivência.

“Esse público está em uma fase em que começa a olhar mais para o próprio tempo. São pessoas que trabalharam muitos anos, construíram patrimônio, muitas vezes já se aposentaram ou estão em uma etapa mais tranquila da vida, e querem aproveitar de uma forma mais leve. Depois da pandemia, cresceu muito essa percepção de que a vida é curta, de que não sabemos o dia de amanhã”, afirma Allan Cechelero, diretor da Triton Yachts.

Entre os setores de origem dos compradores do mercado náutico, estão perfis ligados a atividades empresariais, com capital acumulado e maior disposição para investir em bens associados a bem-estar, lazer e convivência familiar. A compra, segundo o executivo, costuma ser menos impulsiva e mais ligada ao desejo de criar uma nova rotina de uso, especialmente em regiões litorâneas.

“O barco deixou de ser uma compra pensada apenas para ocasiões especiais. Cada vez mais, o cliente quer usar a embarcação como extensão da vida em família. Ele quer sair no fim de semana, receber amigos, navegar com segurança, ter contato com a natureza e criar memórias. Para o público sênior, isso tem um peso muito grande”, completa Cechelero.

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