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Ciência

Você sabia que é possível medir o mau hálito?

  • Créditos/Foto:DepositPhotos
  • 10/Julho/2025
  • Da Redação, com assessoria

A halitose é difícil de identificar por si próprio e igualmente difícil de ser apontada por terceiros. No primeiro caso, isso ocorre devido à chamada “fadiga olfatória” ou “adaptação olfativa” – quando o cérebro reduz sua percepção diante de estímulos olfativos contínuos. No segundo caso, por sua vez, há uma barreira de polidez que impede a maioria das pessoas de alertar alguém sobre o problema. O que muitos não sabem é que já é possível medir o mau hálito. O exame, chamado Oral Chroma, é considerado o mais moderno nesse tipo de diagnóstico.

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“Trata-se de um exame considerado padrão-ouro, que permite medir o mau hálito e diagnosticar a causa, facilitando o tratamento e o acompanhamento. Atualmente, o Oral Chroma é uma das formas mais eficientes de identificar a halitose”, destaca Lígia Maeda, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, especializada em halitose.

A especialista explica que o exame faz a leitura dos principais gases causadores do mau hálito. “Por meio de um cromatógrafo, ele analisa os compostos sulfurados voláteis presentes no ar exalado. Isso é feito com a coleta do ar da boca do paciente por uma seringa. Em seguida, essa amostra é inserida no cromatógrafo, que, após oito minutos, gera um gráfico com a quantidade de cada composto sulfurado volátil, acompanhado de um laudo diagnóstico.”

A partir desse resultado, segundo a médica, é possível direcionar o tratamento com mais precisão, transmitindo maior segurança ao paciente. O custo médio para a realização desse exame é de R$ 600.

Causas

Dados da Associação Brasileira de Halitose (ABHA) indicam que a halitose atinge cerca de 30% da população brasileira. Isto é, aproximadamente 50 milhões de pessoas sofrem com o problema, que também interfere na autoestima e nas relações interpessoais.

De acordo com a especialista, causas sistêmicas como refluxo, doenças pulmonares e hepáticas ou outras alterações do organismo podem estar entre os agentes causadores da halitose. No entanto, a principal origem do mau hálito é bucal. “As pessoas tendem a associar halitose a problemas estomacais ou a questões mais graves. Em algumas situações, isso pode ocorrer. No entanto, em 90% dos casos, o mau odor tem origem na boca – e pode ser tratado após um exame rápido e preciso”, esclarece.

Entre os perfis mais propensos à halitose, Lígia cita pacientes com baixa salivação, maus hábitos alimentares ou má higiene bucal.

Quanto ao tratamento, a médica explica que pode variar conforme o diagnóstico da origem do problema. “A halitose não tem um protocolo único de tratamento. É necessário, primeiro, diagnosticar as causas para que possamos definir a abordagem adequada. Daí a importância do exame”, enfatiza.

Prevenção

Com relação à prevenção, a melhor forma de evitar o problema, segundo a especialista, é manter uma boa higiene oral, incluindo a limpeza da língua, uso de fio dental e visitas regulares ao dentista. “Além dos hábitos de higiene, é importante manter uma alimentação saudável e equilibrada, bem como uma hidratação adequada ao longo do dia. Evitar o consumo de álcool e cigarro também é essencial na prevenção”, finaliza Lígia.

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