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Luz das telas realmente danifica a pele? Dermatologista responde

Com a chegada do inverno, muita gente deixa o protetor solar de lado. A lógica parece simples: menos sol, menos necessidade de proteção. Para quem trabalha em home office ou passa o dia inteiro em frente ao computador, essa percepção costuma ser ainda mais comum. Mas, afinal, a luz das telas realmente prejudica a pele?

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A dermatologista Annia Cordeiro, convidada por Australian Gold, marca reconhecida por protetores e bronzeadores, afirma que, apesar de a preocupação com computadores, celulares e tablets ter ganhado espaço nos últimos anos, as evidências científicas disponíveis mostram que esses aparelhos não são os principais responsáveis pelos danos à pele no dia a dia. “A luz emitida possui intensidade muito baixa e, até o momento, não existem evidências científicas robustas de que a exposição habitual às telas cause dano significativo à pele ou seja responsável pela piora clínica do melasma”, explica.

Isso não significa que quem trabalha em ambientes fechados esteja livre da necessidade de usar protetor solar. A verdadeira preocupação está em outro lugar: na radiação ultravioleta, especialmente a UVA, que consegue atravessar vidros e continua atingindo a pele ao longo do dia. “Além disso, muitas pessoas acabam saindo de casa ao longo do dia para resolver algum compromisso inesperado. Quando o protetor solar já foi aplicado pela manhã, essa proteção acompanha a pessoa sem depender da programação do dia”, afirma a médica.

A exposição por trás das janelas pode parecer discreta, mas acontece de forma contínua e cumulativa. Enquanto o vidro bloqueia boa parte da radiação UVB, associada às queimaduras solares, ele permite a passagem de uma parcela importante da radiação UVA, relacionada ao envelhecimento precoce da pele, ao aparecimento de manchas e ao aumento do risco de câncer de pele.

Para quem convive com melasma, o cuidado merece atenção ainda maior. Além da radiação ultravioleta, a luz visível natural emitida pelo sol pode contribuir para o escurecimento das manchas. Nesses casos, os protetores solares com cor costumam ser aliados importantes, já que os óxidos de ferro presentes na fórmula oferecem uma proteção adicional contra parte dessa luz.

No inverno, o cenário ainda ganha novos desafios. A combinação entre frio, vento e baixa umidade compromete a barreira de proteção da pele, favorecendo o ressecamento, a irritação e até crises de dermatite. Por isso, hidratação e fotoproteção continuam sendo os principais pilares dos cuidados dermatológicos. “A regra é simples: assim como escovar os dentes não depende do que você comeu, usar protetor solar não depende da estação do ano nem do tempo lá fora”, salienta Annia.

Para a especialista, incorporar o protetor solar à rotina da manhã é a forma mais eficiente de evitar o acúmulo dos danos causados pela radiação ao longo da vida. O hábito protege não apenas quem trabalha ao ar livre, mas também quem passa horas diante do computador, próximo às janelas ou circula entre ambientes internos e externos no dia.

No fim das contas, o problema não está na tela do notebook, mas em acreditar que estar dentro de casa é sinônimo de proteção completa. A fotoproteção diária continua sendo um dos cuidados mais importantes para preservar a saúde da pele em qualquer estação do ano.

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