Resumão da Semana
Resumão da Semana: Jair Messias falou, Jair Messias avisou
- Créditos/Foto:DepositPhotos
- 28/Novembro/2025
- Sérgio Vinícius
“Que horas o senhor começou a fazer isso, seu Jair?”
Tornozeleira Claudio Birolini abre o jogo e fala sobre os momentos angustiantes que, presa à canela de Bolsonaro, levou ferro de solda na fuça
*Por Bob Flint, de Brasília
Há alguns dias, como até minha avó sabe, Jair Messias Bolsonaro foi em cana por tentar tacar fogo em sua tornozeleira eletrônica. Poderia ter sido preso por tentativa de golpe (acabou sendo), pelos 700 mil mortos da pandemia, por importunar uma baleia, por exaltar torturador (sim, motivo é o que não falta), mas o que deu para o momento foi por meter ferro no objeto.
De acordo com aliados, ele ouvia vozes saindo dela. As pessoas riram da desculpa, fizeram pilhéria. Ele foi alvo de CHACOTA. Mas o 33Giga, forjado na guerra e no esforço de reportagem, resolveu apurar a história. O primeiro passo foi mobilizar toda nossa equipe em Brasília. O segundo, localizar a tal tornozeleira.
Jogada no almoxarifado da ala psiquiátrica da polícia federal em Brasília, e claramente acometida de algum problema na cachola – já que, muitas vezes, não fala coisa com coisa –, ela topou se abrir (coisa que não fez para o Bolsonaro. Dã!).
Sob condição de anonimato, a tornozeleira Claudio Birolini deu a seguinte entrevista ao 33Giga.

33Giga: Antes de mais nada, como devo chamá-la?
Tornozeleira eletrônica: O HORROR, O HORROR!
33Giga: Não quer falar?
Tornozeleira eletrônica: Eu estava lembrando agora dos meus dias de canela de velho. Foi complicado. De qualquer forma, prefiro manter o anonimato. Pode escolher um nome. Todo mundo tem falado que, depois do que eu passei, fiquei com a cara do Tarcísio.
33Giga: MEU DEUS! Que mundo cruel. Vou te chamar de Claudio Birolini. Tudo bem?
Claudio Birolini: Sabe que eu também sempre rio quando lembro que o nome do médico do Bolsonaro é Birolini? Tudo bem, você me animou, pode me chamar de Claudio Birolini.
33Giga: Como você tem passado?
CB: Ouço vozes, sabe?
33Giga: E o que elas dizem?
CB: “Que horas o senhor começou a fazer isso, seu Jair?”
33Giga: Pelo menos, não pedem para você tacar fogo em você mesma.
CB: “Ferro de passar, seu Jair?”
33Giga: Sabe que…
CB: “Meti ferro quente aí. Curiosidade.”
33Giga: Mas…
CB: “Que ferro foi? Ferro de passar?”
33Giga: Tá tudo bem?
CB: “Aquele que tem uma ponta? O senhor tentou puxar a pulseira também?”
33Giga: Se controle. Cadê a compostura?
CB: Desculpe. Mas as vozes, as vozes…
33Giga: Falando em vozes, você conversava com ele, então?
CB: Não.
33Giga: Olha aí, como a gente pega no pulo. Saíram por aí dizendo que você conversava com ele e pediu para ele arrebentar contigo.
CB: Nunca falei com ele. Não suporto aquele homem. Mas eu cantava para me distrair. É um hobby que tenho, sabe? Esse foi meu erro, aliás.
33Giga: É mesmo? O que você canta?
CB: Sou eclétique. Gosto muito de Eguinha Pocotó. Tem um ritmo legal e, quando aquele asno andava, achava que combinava. Essa, eu cantei muito. Morango do Nordeste, sei inteira também. Aquela Que Vergonha, do Olho Seco, eu mando bem, modéstia às favas.
33Giga: E você acha que seu erro foi cantar no fatídico dia?
CB: Sim. Acordei com Churrasquinho de Mãe na cabeça. Mas, veja, eu não sabia que ele ouvia.
33Giga: Bela – e desnecessária – canção do Teixeirinha. Mas você acha que a ideia desse incêndio da música deu a ideia dele meter ferro em você?
CB: Não, não. Só comentei isso por comentar.
33Giga: Então?
CB: “Que horas o senhor começou a fazer isso, seu Jair? Lá pro final da tarde. Final da tarde? Essa tampa chegou a soltar ou não? Não, soltou não. Não se preocupe.”
33Giga: CALMA!
CB: Desculpe, as vozes, as vozes… Então, me lembro que estava cantando e, de repente, apaguei. Não ouvi mais nada.
33Giga: E qual foi a última coisa que você ouviu?
CB: Minha própria voz. Eu cantava FOGO NA BOMBA.
33Giga: Não precisa chorar. Se acalme.
CB: Não consigo. Foi difícil.
33Giga: Claudio Birolini!
CB: HAHAHAHAHAHA. Obrigado. Já estou melhor.
—
*Bob Flint é jornalista de fofoca especializado em entrevistas com seres inanimados e, também, não muito animados

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