Negócios
Como a inteligência artificial pode proteger empresas contra ciberataques
- Créditos/Foto:DepositPhotos
- 20/Agosto/2025
- Da Redação, com assessoria
Cerca de 79% das instituições da América Latina foram alvo de ataques de ransomware – índice muito acima da média global de 53%. Os dados são do relatório “Cenário de Riscos Cibernéticos para o Setor Financeiro da América Latina em 2025”, produzido pela Duke University, Recorded Future e Digi Americas e apresentado no AWS re:Inforce, nos Estados Unidos. O Brasil lidera o ranking de alvos na região, seguido por México e Argentina.
Com a digitalização acelerada e o aumento das ameaças virtuais, proteger os sistemas corporativos nunca foi tão urgente. Empresas de todos os portes estão cada vez mais expostas a ataques sofisticados, muitas vezes silenciosos, que comprometem dados, paralisam operações e afetam a reputação das marcas. Neste cenário, a inteligência artificial (IA) tem se mostrado uma poderosa aliada na cibersegurança, especialmente quando usada de forma estratégica e preventiva.
Segundo Daniel Tieppo, especialista em cibersegurança e diretor-executivo da HexaDigital, a lógica da segurança precisa mudar. “Não basta mais reagir ao ataque depois que ele acontece. Hoje, a IA permite que a empresa atue proativamente, antecipando movimentos, identificando vulnerabilidades e mitigando riscos em tempo real”, diz.
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Pensando no aumento dos ataques virtuais e na urgência de fortalecer a proteção corporativa, o especialista traz cinco dicas práticas para usar a IA a favor da segurança digital da sua empresa. Veja:
1. Invista na análise comportamental com IA
O comportamento de usuários, sistemas e dispositivos corporativos segue padrões previsíveis. A IA pode ser configurada para entender esses padrões e identificar qualquer atividade fora do comum, como acessos em horários incomuns, downloads suspeitos ou tentativas de login de locais diferentes. “Com agentes inteligentes monitorando o ambiente, é possível detectar movimentações atípicas e bloquear possíveis ameaças antes que evoluam para uma invasão completa”, destaca Tieppo.
2. Automatize auditorias com inteligência artificial
Ambientes híbridos, com múltiplas nuvens, sistemas locais e ferramentas de terceiros, são difíceis de auditar manualmente. A IA pode automatizar essa verificação contínua de conformidade com políticas internas e normas regulatórias. “Com auditorias em tempo real, as empresas conseguem identificar e corrigir vulnerabilidades mais rapidamente e garantir que toda a estrutura esteja sempre dentro dos parâmetros de segurança exigidos”, afirma o especialista.
3. Monitore a dark web com apoio de agentes inteligentes
Muitos ataques começam bem antes de atingir os sistemas da empresa e, muitas vezes, os sinais estão na dark web. A IA pode ajudar a rastrear esses sinais, como tentativas de venda de credenciais corporativas ou menções a serviços internos em fóruns clandestinos. “Esse tipo de monitoramento preventivo permite que a empresa atue com antecedência, neutralizando ameaças antes que se concretizem”, explica Tieppo.
4. Use IA para capacitar sua equipe de cibersegurança
A escassez de profissionais especializados é um desafio global. Nesse contexto, ferramentas de IA podem ser utilizadas para treinar e capacitar times de segurança, com simulações de ataques, análise de cenários e recomendações automatizadas. “Além de potencializar o trabalho dos profissionais, a inteligência artificial acelera o desenvolvimento interno da equipe e contribui para uma cultura de segurança mais forte”, diz o diretor-executivo da HexaDigital.
5. Integre IA ao plano de resposta a incidentes
Mesmo com todas as camadas de proteção, incidentes podem acontecer. O diferencial está em como a empresa reage. A IA pode acelerar a detecção de falhas, isolar máquinas comprometidas, ativar protocolos de contenção e gerar relatórios automáticos para tomada de decisão. “Ao integrar a IA ao plano de resposta a incidentes, a organização ganha velocidade, precisão e capacidade de mitigação de danos”, conclui Tieppo.
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