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Golpe do Morango do Amor se espalha nas redes sociais e engana consumidores

  • Créditos/Foto:DepositPhotos
  • 14/Agosto/2025
  • Da Redação, com assessoria

O Morango do Amor, doce feito com morango enrolado em brigadeiro de leite em pó e coberto por uma calda crocante de açúcar caramelizado, virou febre nas redes sociais. O sucesso da receita, que viralizou com vídeos no TikTok e Instagram, despertou também a atenção de criminosos digitais. A ESET, multinacional de cibersegurança, alerta para uma nova onda de golpes que exploram justamente a popularidade da sobremesa para atrair vítimas.

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Aproveitando o apelo visual e o aumento na demanda pelo doce, os golpistas passaram a disseminar anúncios falsos que prometem “caixas de morango do amor por R$ 9,90”, “kits completos para fazer em casa” ou até mesmo “o segredo da calda perfeita”. Os links, geralmente, direcionam o usuário a páginas fraudulentas que solicitam dados pessoais e financeiros ou tentam instalar aplicativos maliciosos.

“O uso de temas virais como isca é uma técnica muito comum entre golpistas. Eles se aproveitam do engajamento alto e da curiosidade das pessoas para induzir cliques apressados”, explica Daniel Barbosa, pesquisador de segurança da informação da ESET no Brasil. “A melhor proteção é não tomar decisões por impulso, nem fornecer dados pessoais ou bancários, e desconfiar sempre de ofertas tentadoras demais, especialmente quando vêm de fontes desconhecidas.”

Golpe do Morango do Amor: como se proteger

Para ajudar os usuários a se proteger do Golpe do Morango do Amor e outros que usam temas virais, a ESET reuniu orientações práticas sobre como identificar e evitar fraudes que se aproveitam de tendências virais. Segundo a empresa, a combinação de grande alcance, senso de urgência e alto apelo visual cria o cenário ideal para cibercriminosos explorarem a curiosidade e a pressa das pessoas.

Confira abaixo as principais recomendações:

  • Desconfie de promoções boas demais para ser verdade, principalmente se estiverem circulando por mensagens de WhatsApp, sites desconhecidos ou com baixa reputação;
  • Verifique a fonte antes de clicar e dê preferência a canais oficiais ou lojas conhecidas. Links encurtados ou com nomes estranhos podem esconder fraudes;
  • Em hipótese alguma forneça dados pessoais em páginas suspeitas. Nenhuma receita ou oferta relâmpago deve exigir CPF ou número de cartão;
  • Ative medidas de segurança nos dispositivos e tenha um antivírus confiável instalado. Além disso, evite instalar apps fora das lojas oficiais;
  • Cuidado com o senso de urgência. Frases como “só hoje”, “últimas unidades” ou “corra antes que acabe” são sinais típicos de armadilhas.

Para Barbosa, além da atenção individual, o combate a esse tipo de golpe depende também da conscientização coletiva. “Compartilhar informações confiáveis e alertar amigos e familiares é essencial para conter a disseminação dessas fraudes, que se alimentam justamente do efeito manada”, diz o especialista.

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