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Fechadura digital: 5 cuidados para aumentar a segurança da casa

O número de domicílios conectados à internet segue crescendo no Brasil e já supera 90% das residências, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A maior conectividade também favorece a adoção de dispositivos inteligentes, como as fechaduras digitais, que deixaram de ser exclusividade de imóveis de alto padrão e passaram a despertar o interesse de quem busca mais praticidade sem abrir mão da segurança.

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Antes de trocar a fechadura convencional por um modelo eletrônico, contudo, a decisão deve considerar aspectos que vão muito além da tecnologia. Compatibilidade com a porta, qualidade da instalação e recursos de segurança são fatores que impactam diretamente no desempenho do equipamento.

Segundo Pedro Rocha, diretor de Vendas e Marketing da Aliança Metalúrgica, o erro mais comum é acreditar que apenas a troca será suficiente para tornar um imóvel mais seguro. “A fechadura digital oferece conforto e facilita a rotina, mas faz parte de um conjunto de elementos responsáveis pela segurança da residência. Porta, batente, dobradiças, cilindro e a instalação precisam estar em boas condições para que o sistema funcione da maneira esperada. Não existe tecnologia capaz de compensar uma estrutura inadequada”, afirma.

Antes de escolher uma fechadura digital, o especialista recomenda observar alguns pontos que costumam passar despercebidos pelos consumidores:

1. Verifique se a fechadura digital é compatível com a porta

Cada modelo possui especificações relacionadas à espessura, ao material e ao tipo de abertura da porta. Escolher um equipamento incompatível pode comprometer a instalação e reduzir sua eficiência.

2. Analise quais funções realmente serão úteis

Biometria, senha, cartão de proximidade, aplicativo e reconhecimento facial são recursos disponíveis em diferentes modelos. Nem sempre a opção com mais funcionalidades é a mais adequada para a rotina da família.

3. Prefira produtos certificados

Equipamentos desenvolvidos conforme normas técnicas oferecem maior confiabilidade, além de passarem por testes relacionados à resistência, à durabilidade e ao desempenho.

4. Observe como funciona a alimentação

A maioria das fechaduras digitais utiliza pilhas e conta com alertas de bateria fraca. Também é importante verificar se existe uma alternativa para abertura em situações de emergência.

5. Considere quem fará a instalação

Uma instalação inadequada pode comprometer o funcionamento do equipamento, gerar desgaste prematuro e até reduzir o nível de segurança oferecido pela fechadura.

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Tecnologia ajuda, mas não substitui os cuidados básicos

Embora as fechaduras digitais representem um avanço para quem busca praticidade, elas não eliminam hábitos importantes de segurança, como manter portas e janelas bem conservadas, realizar manutenção periódica das ferragens e escolher produtos de qualidade.

“Mais do que investir em tecnologia, o consumidor precisa entender que segurança é resultado de um conjunto de decisões. Escolher uma boa fechadura, garantir uma instalação correta e realizar manutenções preventivas são medidas que ajudam a aumentar a proteção do imóvel e evitam problemas no futuro”, conclui Rocha.

Com a oferta cada vez maior de modelos no mercado, a tendência é que as fechaduras digitais se tornem ainda mais comuns nos próximos anos. Para quem pretende fazer esse investimento, a melhor escolha não é necessariamente a mais tecnológica, mas aquela que atende às necessidades do imóvel e oferece segurança, confiabilidade e durabilidade.