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7 fatos sobre câncer de mama que toda mulher precisa saber

  • Créditos/Foto:DepositPhotos
  • 07/Outubro/2025
  • Da Redação, com assessoria

O câncer de mama é o tipo que mais acomete mulheres no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). A detecção precoce, porém, pode elevar as chances de cura a 98%, conforme o A.C.Camargo Cancer Center, com tratamentos menos agressivos e mais eficazes. Apesar disso, apenas 23,7% do público-alvo realiza mamografia, de acordo com o Panorama do Câncer de Mama no SUS – número bem abaixo dos 70% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O INCA projeta 73 mil novos casos entre 2023 e 2025, reforçando a urgência em ampliar o acesso aos exames.

A Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), prestadora de serviços de diagnóstico por imagem, realizou em 2024 mais de 5 milhões de exames, sendo 360 mil mamografias. “A mamografia é uma das principais ferramentas de combate ao câncer de mama. É um exame altamente eficaz, capaz de identificar lesões imperceptíveis ao toque, muitas vezes antes de qualquer sintoma. A detecção precoce aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento e oferece uma perspectiva de vida com mais qualidade”, defende Vivian Milani, médica radiologista especialista em mama da FIDI.

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A seguir, sete fatos sobre câncer de mama que toda mulher precisa saber:

1. A mamografia encontra o que o toque não sente

O exame identifica lesões minúsculas, invisíveis ao toque, aumentando as chances de cura quando realizado regularmente. É um grande aliado na redução da mortalidade, pois diagnostica a doença antes mesmo de existir qualquer alteração mamária.

2. A radiação é mínima, o benefício é máximo

A mamografia é considerada segura. A dose de radiação é baixa e controlada e os benefícios superam qualquer preocupação com a exposição, não representando risco para a saúde.

3. Mamografia não impede o câncer, mas salva vidas

Embora não previna o surgimento da doença, permite que seja descoberta cedo, garantindo tratamentos menos invasivos e mais eficazes.

4. Exame é simples e rápido

Realizado por técnica em radiologia, pode gerar desconforto momentâneo devido à compressão da mama, mas é ágil, não invasivo. Hoje conta com recursos tecnológicos que tornam a experiência mais confortável e precisa. A mamografia digital oferece imagens de alta qualidade e armazenamento imediato, enquanto a tomossíntese (mamografia 3D) permite visualizar a mama em diferentes planos, facilitando a detecção de alterações em estágios iniciais.

5. Mamografia e ultrassom são aliados e não substitutos

Enquanto o ultrassom é mais eficaz em mamas jovens e densas, a mamografia é essencial para identificar alterações mínimas precocemente. Juntos, oferecem um panorama completo e mais preciso para a avaliação médica da saúde da mama.

6. Estilo de vida pesa mais que a genética

Apenas 5% a 10% dos casos têm origem hereditária, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). A maioria está ligada a fatores como obesidade, sedentarismo, tabagismo e consumo de álcool – todos evitáveis por meio de hábitos saudáveis.

7. Mamografia: a idade certa é a que o médico indicar

As diretrizes sobre o rastreamento mamográfico variam conforme a faixa etária e o sistema de saúde. A recomendação do SUS é realizar o exame a cada dois anos para mulheres de 50 a 69 anos. Já na saúde suplementar, a ANS ampliou a orientação para mulheres de 40 a 74 anos, sempre mediante indicação médica. A FIDI, por exemplo, orienta que mulheres acima dos 40 anos realizem anualmente mamografia e ultrassonografia transvaginal. No período pós-menopausa, além desses exames, a densitometria óssea também é recomendada. E lembre-se: o autoexame continua sendo uma prática valiosa para o autoconhecimento do corpo, embora não substitua a mamografia.

“A saúde da mulher precisa vir em primeiro lugar, por isso é importante realizar os exames diagnósticos com periodicidade, não deixando de consultar um médico especialista uma vez ao ano. Assim, tanto a detecção da doença, quanto o tratamento poderá ser mais ágil e eficaz”, conclui Vivian.

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