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Segurança

Especialista indica o que fazer para evitar perseguição virtual

  • Créditos/Foto:DepositPhotos
  • 29/Julho/2025
  • Da Redação, com assessoria

O termo “cyberstalking” une as palavras inglesas cyber e stalking. Cyber está associada à internet. Já stalking inclui atos de perseguição persistente a alguém e configura crime, incluído no Código Penal em 2021 com a promulgação da Lei nº 14.132. Criação de perfis falsos por terceiros, rastreio de atividade online ou localização física de alguém sem permissão, excesso de comentários em postagens nas redes sociais ou envio exagerado de mensagens indesejadas são exemplos da prática.

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Recentemente uma biomédica paranaense foi alvo desse tipo de crime. Nesse caso, que foi noticiado pelo Domingo Espetacular, da Record, a vítima, que não teve o nome revelado, teve perfis falsos, contendo fotos e dados pessoais, inscritos em sites de relacionamento. Ela registrou o boletim de ocorrência na delegacia, e a autora do crime, atual namorada do ex da vítima, foi descoberta e autuada por falsa identidade e crime de perseguição.

“Para garantir sua segurança e privacidade, é preciso saber fazer escolhas certas e não se expor demais. Fique atento a sinais estranhos, como pessoas pedindo dados sensíveis, como documentos, endereço, fotos íntimas ou qualquer coisa que você não se sinta confortável em enviar. Se surgir desconfiança, interrompa a conversa e procure um profissional do assunto, quem entenda de práticas abusivas e até autoridades se de fato for constado cyberstalking”, ressalta Caio Bittencourt, especialista em relacionamento da plataforma MeuPatrocínio.

Abaixo, o especialista detalha as cinco dicas consideradas fundamentais para aumentar a segurança online:

  1. Evite compartilhar informações pessoais, como endereço, local de trabalho ou telefone, em plataformas de relacionamento ou redes sociais, sempre ajustando as configurações de privacidade para que tenham acesso a seus dados apenas pessoas próximas a você.
  2. Procure não enviar fotos por mensagem, sobretudo imagens privadas e íntimas, porque, caso a pessoa que receba as fotos seja mal intencionada, isso pode favorecer que ela te manipule ou chantageie em algum momento, mesmo que futuramente, ameaçando tornar as fotos públicas.
  3. Mantenha a atenção com suas conversas virtuais. Caso você se torne vítima de perseguição virtual, é crucial documentar todas as provas, especialmente aquelas com ameaças ou abusos, pois elas podem ser decisivas para um boletim de ocorrência junto às autoridades e medidas protetivas.
  4. Ao perceber que pessoas desconhecidas começam a interagir com você em redes sociais ou até por telefone, desconfie que um possível perfil falso tenha sido criado. Procure a delegacia de repressão a crimes cibernéticos para adotar as medidas necessárias e denunciar os perfis.
  5. Se detectou uma situação abusiva, não interaja mais com quem está te perseguindo. Isso pode encorajar ainda mais o stalker. Em vez disso, bloqueie o contato, denuncie o perfil na plataforma e busque a devida assistência tanto de familiares e amigos quanto judicial e psicológica.

“Na internet, há muitas pessoas com intenções ótimas e dispostas a um relacionamento respeitoso, transparente e que some com o outro. Vale a pena conhecer pessoas assim. O que não vale é se arriscar a ser vítima de perseguição virtual”, finaliza o especialista.

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