Resumão da Semana
Eu, Gorda Marinho: "Tive um filho com um mendigo"
- Créditos/Foto:Agência Entre Aspas
- 08/Maio/2026
- Sérgio Vinícius
Há assaltos e assaltos. Camila estava lembrando, esses dias, quando foi abordada por uma criança no Centro de São Paulo. Aparentemente, o diálogo foi mais ou menos “tia, passa o celular”, “celular, não tenho. Mas tenho uma maçã, aceita? Tá bem embaladinha”, “aceito, tia”. Deve ter sido o roubo de maçã mais pacífico da história desde alguma tirinha do Chico Bento.
E mais uma vez, Camila, provando sua total empatia, mentiu para proteger o menino. Ela tinha celular. Mas estava tão sambado que achou que a maçã valia mais. Estava embaladinha.
Não quer perder as últimas notícias de tecnologia? Siga o perfil do 33Giga no Instagram e no Bluesky
Foi daí que Costela, presente no relato de Camila, contou um caso de quase assalto de um amigo dele, o Timão, que tinha esse apelido por sempre estar com uma camisa do Timão. E aí, em dado dia, estava Timão caminhando ali pela região do Canindé e foi abordado por um assaltante. Disse “rapaz, sou Timão” e mostrou a camisa. O assaltante se compadeceu, se solidarizou ou não entendeu patavina e deixou quieto.
A tática de confundir as pessoas e incluir um roubo no meio tende a dar certo. Por exemplo, quando fui fazer um teste vocacional ainda na escola.
Era um treco meio curioso. A gente desenhava algo, a psicóloga analisava a arte e depois conversava contigo, para ver em qual carreira você seria mais indicado. Fiz um menino com as mãos no bolso (eu só dominava a arte de rabiscar pessoas palito e foi o mais prático que me ocorreu; além do que, como mestre da burrice natural, nunca soube desenhar dedos).
A mulher olhou, olhou, olhou. Olhou para mim, para o menino com as mãos no bolso. Olhou para a janela. Mediu a gente (eu e o bonequinho e a janela) e perguntou “você roubou esse boné que está usando?”. Disse que não (mesmo porque não tinha roubado mesmo, mas como não sou de contrariar, pensei em dizer que sim). Ela perguntou “tem certeza”. “Não muita.” “Olha…” “Bom, sou Timão.”
Saí de lá com a indicação de ser astronauta.
E, ironicamente, dias depois, esse boné foi roubado mesmo. Infelizmente, eu não tinha maçãs bem embaladinhas no bolso, para usar como moeda de troca.
Mas dizíamos que a política do Rio de Janeiro está cada vez mais outro nível. Não que precise de exemplos, mas eu tive que ler a manchete abaixo umas três vezes para ter certeza que era isso mesmo.
Aparentemente, é. O DDD 21 não brinca em serviço.
Esses dias (creio eu que ontem) estava vendo a confusão em que se meteu o Ed Motta por lá e o que mais me impressionou foi o vídeo dele jogando a cadeira. O bicho é tão preguiçoso que mal levantou o móvel ou o braço. Ela ainda caiu de pé. Se ele tivesse colocado com mais jeitinho onde ficou, provavelmente faria mais dano ao patrimônio ou a alguém próximo (isso, se começasse a cantarolar).
Aliás, de acordo com um dos presentes no restaurante, em dado momento, Ed Motta começou a falar coisas desconexas. Tenho quase certeza que era algum “puribapurun, tchutcha”, que ele canta em Arlequina e a testemunha achou – um pagão que não conhece a obra de Ed – que o homem estava delirando. Provavelmente, estava – mas quando gravou a música original.
E por falar em gordo, esses dias, por conta do meu aniversário, levantaram a história da Gorda Marinho. “Que história?”, perguntou Douglas, que também é Timão e sei lá se já foi assaltado. E emendou “Já escreveu sobre isso?”.
Como não lembro se já, vou escrever e desenhar.
Bom, foi basicamente um email que recebi por engano. Ou não – e, como provavelmente não, em dado momento eu fiz algo muito estranho na minha vida.
Se vocês estavam achando que essa News não ia ter figurinha, estavam achando certo. Mas para contar a história da Gorda Marinho, é mais fácil irmos com elas.
Para começar, o início do início. Glênio só queria uma informação.
Eu não sabia bem o que responder até que Marcella informou que, claramente, não era necessário resposta.
E, como ela está sempre certa (mesmo quando está completamente errada), não era mesmo. Dado que o momento Gorda Marinho foi registrado em fotos.
Que rapidamente, tal qual o que acontece em tempos de cultura pop, se transformou em obras de arte e afrescos de gosto duvidoso.
E de afrescos, um clube de regatas foi fundado.
E materiais de merchandising surgiram aos borbotões.
O que prova que Marcella realmente estava certa e o Glênio não estava perguntando. E ele – sem me dar uma bombacha de presente – me apresentou um mundo que eu ainda não conhecia.
– Quer saber mais ou vamos de links da semana?
– Vamos.
– De que?
– De táxi, você sabe.
– Mas antes, uma prova que IA, às vezes, acerta.
Quer ficar por dentro do mundo da tecnologia e ainda baixar gratuitamente nosso e-book Manual de Segurança na Internet? Clique aqui e assine a newsletter do 33Giga
Links da semana
- Descubra as estreias da HBO Max em maio
- Veja como criar o álbum virtual da Copa do Mundo 2026
- Novo recurso do Google Photos digitaliza roupas e organiza looks
- Qual a melhor ordem para assistir a Star Wars?
- Como escrever seu nome com imagens da Terra vistas do espaço
Semana que vem, tem mais. Até lá.





