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Estudo do MIT aponta menor atividade cerebral em usuários do ChatGPT
- Créditos/Foto:DepositPhotos
- 08/Setembro/2026
- Bianca Bellucci
Um estudo conduzido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) encontrou diferenças na atividade cerebral, na memória e no desempenho de pessoas que utilizaram o ChatGPT para escrever textos. Os resultados têm o objetivo de levantar questionamentos sobre o impacto do uso recorrente da inteligência artificial no aprendizado e no pensamento independente.
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Na prática, a pesquisa acompanhou 54 indivíduos, entre 18 e 39 anos, divididos em três grupos. Um utilizou o ChatGPT, outro recorreu ao Google e o terceiro realizou as tarefas sem ferramentas externas. Os participantes tinham de escrever redações sobre temas semelhantes aos cobrados no SAT – exame usado no processo de admissão em universidades dos Estados Unidos –, enquanto os pesquisadores registravam a atividade cerebral por meio de eletroencefalograma (EEG) em 32 regiões.
O grupo que usou o ChatGPT apresentou menor engajamento cerebral e desempenho inferior nos níveis neural, linguístico e comportamental. Os participantes também tiveram mais dificuldade para lembrar o conteúdo que haviam escrito e relataram menor conexão com as próprias ideias.
Em uma etapa posterior, por sua vez, os participantes foram convidados a reescrever as redações sem utilizar a ferramenta. Mesmo assim o grupo apresentou ondas cerebrais alfa e teta mais fracas, associadas pelos pesquisadores à menor ativação de processos de memória profunda.
Por outro lado, os participantes que originalmente escreveram sem ferramentas externas ou com ajuda do Google e, posteriormente, passaram a ter acesso à IA apresentaram aumento significativo da conectividade cerebral em todas as faixas de frequência analisadas. Isso indica que a tecnologia pode ter efeitos diferentes dependendo da forma como é utilizada.
É válido destacar que o trabalho foi divulgado na plataforma arXiv e ainda não passou por revisão por pares. A amostra também é considerada pequena. Por isso, os resultados não permitem concluir que o ChatGPT necessariamente prejudique as capacidades cognitivas. A pesquisa serve apenas como ponto de partida para investigar como o uso da IA pode afetar memória, aprendizagem e raciocínio ao longo do tempo.
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