Windows é mais afetado por malware? Vírus deixa o PC lento? Desvende mitos da segurança digital

Windows é mais afetado por malware? Vírus deixa o PC lento? Desvende mitos da segurança digital

Da Redação
Do 33Giga

10/09/2018 | 06:30


Atualizada às 06h55

O 33Giga e a ESET, empresa que desenvolve soluções de segurança, prepararam uma lista desmistificando algumas das principais lendas da segurança digital. A seguir, você confere sete mitos que envolvem computadores e smartphones.

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1. Atualizações automáticas prejudicam o desempenho do aparelho

Antigamente, realmente era possível que um sistema ficasse lento ao ser atualizado, ou mesmo que o computador travasse. No entanto, este inconveniente ficou no passado. Hoje, os updates ajudam o usuário a manter sua máquina segura e funcionando normalmente. Estas atualizações geralmente corrigem possíveis falhas do sistema, que deixariam o dispositivo vulnerável. Isso vale para celulares, PCs e outros.

2. Os vírus deixam o dispositivo lento ou danificado

Mais uma lenda fundamentada em informações do passado, quando as infecções causavam lentidão nos sistemas. Atualmente, os malwares buscam mostrar propagandas ou conseguir dados sigilosos dos usuários. Para conseguir isso, muitas vezes, o invasor não deseja que seu vírus seja notado. Portanto, as ameaças são desenvolvidas para passarem despercebidas, provocando o mínimo possível de mudanças. Já nos dispositivos móveis, ter um vírus instalado pode fazer com que a bateria acabe mais rápido, mas dificilmente o aparelho será danificado, já que ninguém ganha nada com isso.

3. “Não tenho nada que interesse a um cibercriminoso”

É bastante comum as pessoas acharem que somente famosos sofrem vazamentos de informações ou roubo de dados sigilosos, pois são pessoas que despertam a curiosidade da população e, geralmente, possuem boa condição financeira. No entanto, o mais comum são pessoas desconhecidas sofrerem com malwares, roubo ou vazamento de dados, já que o acesso a informações simples como nome e número de CPF são suficientes para que um criminoso faça um empréstimo em nome da vítima, por exemplo.

4. Mensagem de amigos não é golpe

Mesmo ao receber uma informação de alguém conhecido, o link pode ser uma ameaça. Muitas vezes, as pessoas compartilham informações sem verificar a fonte e, com isso, podem propagar notícias falsas, que o manterão desinformado, ou mesmo algo mais perigoso. Em um ataque de phishing, por exemplo, as pessoas são levadas a uma página falsa, na qual serão incentivadas a compartilhar dados pessoais, como nome, e-mail, telefone e até dados bancários em troca de prêmios, brindes ou resgate de dinheiro.

5. Malwares atacam somente Windows

Até alguns anos atrás, o Windows era o sistema operacional mais utilizado. Portanto, os atacantes virtuais desenvolviam muitas ameaças para essa plataforma. No entanto, atualmente, outros softwares ganham atenção e passaram a também oferecer ameaças. De acordo com pesquisa da ESET, no primeiro semestre de 2018, o Android teve um total de 322 falhas de segurança, sendo que 23% delas foram críticas. Enquanto isso, o iOS teve 122 vulnerabilidades detectadas, sendo 12% delas críticas.

6. “Posso instalar um vírus assistindo a vídeos?”

Hoje, a maioria dos vídeos são hospedados em plataformas como YouTube e Vimeo e não representam riscos se assistidos diretamente por lá. Porém, se o conteúdo tiver que ser baixado no computador ou celular, aí sim a ameaça pode existir. Vale ficar de olho no formato do arquivo para saber se de fato é um vídeo, já que pode ser um trojan ou possuir extensão dupla, contendo código malicioso. É importante destacar que isso não ocorre somente com vídeo. O problema pode acontecer com uma foto ou mesmo com aplicativos relacionados.

7. Um celular pode ser clonado apenas por atender uma ligação

Outra mensagem comum é o alerta para não atender a ligações de um determinado número, pois seu celular será clonado. Mas isso trata-se apenas de mais um boato. A ESET esclarece que a clonagem de um número é possível, sim, por meio de outras formas mais complexas, mas não ao simplesmente atender uma ligação.

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