Segurança
Dia do Idoso: dicas não cair em golpes financeiros
- Créditos/Foto:DepositPhotos
- 01/Outubro/2025
- Da Redação, com assessoria
Certamente você já se deparou – e provavelmente já se identificou – com aquele meme em que pais e mães pedem aos filhos a senha do próprio e-mail. Engraçado na timeline, a piada tem consequências na vida real, uma vez que seniores são presas fáceis para golpistas na internet. Aproveitando o Dia do Idoso, celebrado hoje (1º), Daniele Ferreira, consultora do will bank e especialista em golpes digitais, dá dicas para a melhor idade não cair em golpes financeiros. Confira!
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1. Golpe do Pix e dos boletos falsos
Os criminosos mandam uma mensagem urgente por e-mail, WhatsApp ou SMS se passando por uma empresa, falando de uma “conta em atraso” ou “dívida pendente” para fazer com que as pessoas cliquem em um link ou escaneiem um QR Code falso. O pagamento é feito e o dinheiro, claro, vai para a conta dos golpistas. De acordo com levantamento da Febraban, só no primeiro semestre de 2025, as fraudes envolvendo Pix cresceram 55%. Por isso, é importante sempre confirmar com a empresa por um canal oficial antes de pagar e, no app do banco, verificar o nome e o CNPJ do beneficiário antes de dar o OK.
2. Falso motoboy
O golpista liga, fingindo ser do banco e inventa uma compra suspeita no cartão. Ele diz que vai mandar um motoboy pra pegar o cartão “danificado” e, alegando até mesmo uma questão de segurança, dão instruções para que a pessoa corte o cartão, mas de uma forma que o chip e a numeração fiquem intactos. Mais de R$ 50 milhões foram perdidos por vítimas no Brasil só com esse golpe em 2024, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. A regra é clara: bancos não mandam motoboy. Jamais entregue seu cartão para ninguém.
3. Falso sequestro ou falso familiar
O criminoso liga de madrugada, usa pressão psicológica e diz que um parente querido foi sequestrado, sofreu um acidente ou está preso. As pessoas entram em pânico e, no desespero, transferem um Pix para “ajudar”. A Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos registrou aumento de 30% nas denúncias de golpes emocionais contra idosos nos primeiros meses de 2025. Nesses casos, o indicado é confirmar a situação ligando para o familiar ou para outro parente. Nunca transferir dinheiro sem checar a informação.
4. Phishing, famoso roubo de dados pela internet
Criminosos se passam por empresas e órgãos públicos, enviando links que levam a sites idênticos aos originais, só para roubar seus dados pessoais. Com o phishing via WhatsApp, um dos mais usados, é necessário ficar esperto. A melhor dica é orientar os idosos a nunca clicarem em links duvidosos.
5. Golpe do falso técnico ou da “central telefônica” falsa
Quando o golpista liga e diz que a conta foi “hackeada” ou está com um “vírus”, é chamado de golpe do falso técnico ou da “central telefônica” falsa. A partir daí, ele convence a vítima a instalar um programa de acesso remoto que dá controle total do celular ou computador. Segundo a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, esse foi o terceiro golpe mais comum contra idosos em 2023, com mais de 43 mil casos. Vale lembrar: bancos nunca pedem para instalar programas ou passar códigos por telefone.
6. Golpes românticos: a falsa paixão que custa caro
Os golpistas criam perfis falsos para atrair vítimas. Eles constroem uma história de amor, ganham a confiança e depois inventam “emergências” para pedir dinheiro, desaparecendo logo em seguida. A solidão pode tornar os idosos mais vulneráveis a essa manipulação. Atenção aos perfis que evitam videochamadas ou encontros e nunca transfira dinheiro para alguém que só conhece pela tela – ou, às vezes, nem isso.
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Investimento em letramento digital para idosos no Ceará
O will bank patrocina o Projeto Chá Tecnológico e Social no Ceará, iniciativa que conecta gerações e realiza o sonho da independência de quem mais precisa de um empurrãozinho para usar as ferramentas digitais. Desde 2019, o projeto do Instituto Idear já mudou a vida de mais de 1.300 pessoas.
“Nosso patrocínio vai muito além de um investimento financeiro. É a prova do nosso compromisso com a inclusão. Por isso, estamos focando no ponto de partida, dando o conhecimento e as ferramentas necessárias para que as pessoas construam sua independência no mundo digital, ganhem autonomia e, consequentemente, vivam com mais segurança e liberdade”, declara Leandro Thot, diretor de marketing do will bank.
