Segurança
4 armadilhas digitais que podem derrubar vendas na Black Friday
- Créditos/Foto:DepositPhotos
- 26/Setembro/2025
- Da Redação, com assessoria
A Black Friday é uma das datas mais aguardadas do varejo digital, mas também um dos períodos mais críticos em termos de proteção online. Em 2024, por exemplo, foram registradas 17,8 mil tentativas de fraude bloqueadas no Brasil, evitando prejuízo estimado em R$ 27,6 milhões, segundo a plataforma Hora a Hora. O tíquete médio das tentativas de golpe foi três vezes maior que o das compras legítimas, reforçando como o aumento do tráfego e das transações transforma sites em alvos preferenciais de criminosos.
Sendo assim, a proximidade de grandes eventos comerciais exige atenção à governança das operações digitais. Erros de configuração, integrações mal avaliadas ou ausência de rotinas internas de revisão podem abrir brechas bem perigosas. Programas de capacitação, protocolos claros de resposta e auditorias frequentes ajudam a reduzir falhas operacionais e fortalecem a cultura de responsabilidade em toda a organização.
“A preparação vai além da tecnologia. Trata-se de preservar o negócio e a credibilidade da marca. Quando a estrutura está segura, o lojista tem liberdade para aproveitar todo o potencial de vendas sem comprometer a experiência do público”, destaca Jenésio Costa, head de Segurança e Risco na Yampi, plataforma de e-commerce brasileira que oferece soluções tecnológicas para lojistas e empreendedores digitais.
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Entre os riscos mais recorrentes durante a Black Friday, o especialista aponta quatro modalidades que podem comprometer tanto o faturamento quanto a confiança do comprador. Conhecê-las é o primeiro passo para definir estratégias eficazes de prevenção.
1. Tentativas de sobrecarga (DDoS)
Os ataques de negação de serviço distribuídos (DDoS) buscam derrubar sites por meio de acessos artificiais em massa. Ao gerar tráfego falso, criminosos provocam lentidão ou tiram páginas do ar justamente nos momentos de maior movimento. A solução está em contar com plataformas que ofereçam monitoramento contínuo e servidores preparados para absorver picos de tráfego sem interrupções.
2. Fraudes em pagamentos
Outro risco comum é o uso de cartões clonados ou informações roubadas em transações. Além das perdas financeiras, esse tipo de golpe pode abalar a reputação da marca e gerar desconfiança entre consumidores. Para mitigar o problema, recomenda-se a utilização de gateways certificados, análise antifraude em tempo real e autenticação adicional, como o 3D Secure.
3. Roubo de informações sensíveis
Criminosos também inserem códigos maliciosos em páginas de check-out para capturar detalhes confidenciais, como números de cartões de crédito. A prevenção exige a adoção de plataformas com criptografia avançada, protocolos atualizados e auditorias regulares das integrações utilizadas, reduzindo pontos de vulnerabilidade.
4. Bots e automações maliciosas
Robôs programados podem esgotar estoques de produtos em segundos ou copiar preços para prejudicar a competitividade de empresas. A forma de proteção inclui monitoramento de acessos suspeitos, limitação de requisições por IP e verificações adicionais como CAPTCHAs, que dificultam a atuação de softwares automatizados.
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“A Black Friday é um momento em que comerciantes de todos os portes precisam equilibrar performance e segurança. É fundamental investir em tecnologia para garantir vendas sem interrupções, golpes ou invasões. O objetivo deve ser oferecer soluções que protejam o negócio e, ao mesmo tempo, potencializem oportunidades de crescimento”, afirma Costa.
Com a segurança digital no centro da estratégia, empresas não apenas evitam prejuízos, mas também criam condições para oferecer uma experiência de compra confiável e fluida. Preservar a credibilidade e manter operações estáveis são passos fundamentais para que a Black Friday 2025 seja lembrada como um marco de crescimento e não como um episódio de vulnerabilidade.
