Segurança
Deep fake é nova ameaça em processos seletivos
- Créditos/Foto:DepositPhotos
- 19/Novembro/2025
- Da Redação
Com deepfakes e informações falsas se espalhando em uma velocidade nunca vista antes, o processo de admissão dos funcionários também passou a ser uma questão de segurança organizacional.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo Gartner em 2025, 62% das organizações respondentes relataram ter passado por um ataque com deepfake envolvendo engenharia social ou exploração de processos automatizados.
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“Na ‘era do fake’, diplomas universitários são facilmente forjados em softwares de edição, históricos profissionais são inventados com detalhes e identidades inteiras são construídas sobre alicerces fictícios — tudo com uma facilidade que seria inimaginável há uma década”, pontua Augusto Duarte, CEO da BGC Brasil, empresa especializada em verificação de antecedentes de pessoas, empresas e ativos para gestão de riscos.
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Em 2024, o Relatório de Riscos Globais do Fórum Econômico Mundial já fazia alertas sobre os riscos globais que os deep fakes e a desinformação representam para a estabilidade de diferentes organizações.
“Essa é uma mudança de paradigma na gestão de riscos corporativos. A due diligence não é protocolo exclusivo do departamento de recursos humanos, mas sim uma ferramenta estratégica para garantir a integridade digital”, explica o executivo.
Por isso, é necessária a realização do “background check”. Ele protege o ativo mais valioso de qualquer organização, que é sua reputação. Por exemplo, a contratação de um profissional com histórico de disseminar informações falsas ou criar identidades fraudulentas pode desencadear crises de imagem de proporções imprevisíveis.
Da mesma forma, a falha na comprovação de competências técnicas essenciais pode resultar em acidentes operacionais, penalidades regulatórias significativas e prejuízos financeiros substanciais.
A verificação robusta de antecedentes constitui um pilar para a segurança organizacional. Protege não apenas os interesses da empresa, mas também a integridade do ambiente de trabalho para todos os colaboradores. Uma reputação corporativa, construída ao longo de décadas, pode ser severamente comprometida por uma única contratação mal avaliada.
Organizações que ainda negligenciam esse processo, tratando-o como dispensável, assumem riscos incalculáveis em um ambiente onde a aparência da verdade frequentemente supera a realidade dos fatos.
“Verificar não significa desconfiar da honestidade das pessoas, mas sim adotar medidas necessárias para proteger o futuro da empresa em um contexto de desinformação onde ver já não significa necessariamente crer”, conclui o especialista.
