Negócios
Criptomoedas ganham espaço nas compras do dia a dia, aponta pesquisa
- Créditos/Foto:DepositPhotos
- 28/Setembro/2026
- Da Redação
Mais de 430 milhões de pessoas no mundo possuem criptoativos, e quase uma em cada quatro já usou cripto para pagar por algo nos últimos 12 meses. É o que a Oobit, fintech global de pagamentos em criptomoedas e apoiada pela Tether, revela em sua pesquisa mais recente. O perfil desse consumidor é jovem: Millennials e Geração Z somam mais de 65% dos pagadores ativos em cripto – público que já nasceu ou cresceu operando carteiras digitais como parte da rotina financeira.
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Stablecoins lideram; comportamento é de gasto do dia a dia
O dado mais revelador não é sobre grandes investimentos, mas sobre o cotidiano. Levantamento da Obchakevich Research, que analisou 16 cartões cripto, mostra que o depósito semanal mediano que oscilou majoritariamente entre US$ 60 e US$ 110 ao longo de 2025, saltou para a faixa de US$ 160 a US$ 190 no início de 2026 e depois se estabilizou entre US$ 90 e US$ 120.
São valores típicos de carteira de uso corrente, como café, mercado, assinaturas, não de quem está alocando capital. O dado reforça uma tese que ganha força no setor: stablecoins estão se tornando meio de pagamento cotidiano, não reserva de valor especulativa.
Cartão cripto virou ponte entre blockchain e caixa
Se stablecoins são o combustível, o cartão cripto é hoje a principal via de acesso ao consumo real. Dados da PaymentScan mostram que o gasto mensal em cartões cripto, consumo efetivo, não apenas recargas, saltou de US$ 7 milhões no início de 2025 para US$ 275 milhões em maio de 2026 – crescimento de quase 40 vezes em menos de um ano e meio.
A pesquisa da BVNK confirma a tendência pelo lado da demanda: 71% dos detentores de stablecoins afirmam que querem gastá-las por meio de um cartão vinculado à carteira.
O gargalo que a indústria ainda não resolveu: intenção não é uso
Aqui está o dado mais estratégico para entender o setor agora: em todas as categorias de consumo, o desejo de pagar com cripto supera o uso efetivo. 42% dos usuários dizem querer fazer compras de maior valor com stablecoins, mas apenas 28% de fato o fazem.
A causa não é falta de interesse, é fricção. Escolher rede, pagar taxa de gás, transferir para um saldo custodial antes de comprar, temer errar um passo e perder fundos. Cada etapa extra é um ponto de abandono.
Onde a tecnologia entra: eliminar a etapa, não otimizá-la
É exatamente essa lacuna entre intenção e ação que a Oobit ataca, indo um passo além do cartão cripto tradicional. Cartões convencionais ainda exigem pré-financiamento: transferir fundos para um saldo custodial, escolher rede, pagar taxas, esperar confirmação. É justamente essa fricção que afasta o usuário no momento da compra.
“A tecnologia DePay, da Oobit, elimina essa etapa por completo. Os fundos permanecem na própria carteira self-custody do usuário, MetaMask, Trust Wallet, Phantom, até o instante exato da autorização do pagamento. Um smart contract executa a transferência just-in-time no momento da compra e sem necessidade de saldo pré-carregado, enquanto o lojista recebe em fiat por um terminal Visa padrão”, afirma Eduardo Prota, General Manager Brazil and Head of Latam da Oobit.
Na prática, a própria carteira do usuário se torna o instrumento de pagamento, com aceitação em mais de 150 milhões de pontos ao redor do mundo. A anatomia do consumo cripto está clara: o consumidor já está pronto. O que faltava era eliminar o atrito entre a intenção e o clique e essa ferramenta já está no bolso.
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