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Copa do Mundo de 2026 transformou jeito de consumir futebol

Com a Copa do Mundo em reta final e milhões de brasileiros acompanhando partidas, estatísticas e conteúdos em tempo real pelo celular, o varejo registra aumento na procura por aparelhos modernos e com melhor desempenho. Se em outras edições os televisores eram os principais beneficiados pelo torneio, a edição de 2026 reforça uma mudança de comportamento: o smartphone se consolidou como uma dos principais jeitos de consumir futebol.

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O avanço das transmissões por streaming, o crescimento das redes sociais e o hábito de acompanhar os jogos fora de casa fizeram do celular um equipamento cada vez mais central na experiência dos torcedores. O movimento tem gerado maior demanda por aparelhos com melhor qualidade de imagem, maior capacidade de processamento e melhor desempenho de bateria e conectividade.

Segundo Maycon Richart, fundador e CEO da MercadoPhone, plataforma especializada em gestão para lojas de celulares, a Copa vem funcionando como um importante catalisador para o consumo de tecnologia. “Estamos vendo muitos consumidores aproveitando o momento para trocar de aparelho. Hoje, grande parte da experiência da Copa acontece pelo smartphone. Isso naturalmente aumenta o interesse por dispositivos mais modernos e movimenta todo o mercado”, afirma.

O fenômeno também tem beneficiado o segmento de smartphones seminovos. Em um cenário de maior atenção ao orçamento das famílias, muitos consumidores optam por aparelhos usados ou recondicionados para ter acesso a modelos mais avançados sem precisar investir em lançamentos. “Muitos consumidores querem melhorar sua experiência digital durante a Copa, mas sem comprometer o orçamento. Os seminovos acabam sendo uma alternativa muito atrativa, porque permitem acessar recursos mais avançados por um investimento significativamente menor”, explica Richart.

Para os lojistas, no entanto, o aumento da demanda traz desafios operacionais. O período exige maior controle de estoque, agilidade na reposição de produtos e atenção redobrada à procedência dos aparelhos, especialmente nas operações que trabalham simultaneamente com celulares novos e seminovos. “Em períodos de maior movimentação, a diferença entre ganhar ou perder vendas está na capacidade operacional da loja. Quem consegue controlar estoque, rastrear aparelhos e acompanhar as vendas em tempo real responde mais rapidamente às mudanças de demanda e consegue aproveitar melhor as oportunidades do mercado”, destaca o executivo.

O cenário reforça uma transformação que já vinha sendo observada pelo setor. À medida que o smartphone se consolida como principal dispositivo de consumo digital para os brasileiros, grandes eventos esportivos passam a ter impacto direto no mercado de dispositivos móveis, criando oportunidades para fabricantes, varejistas e empresas que atuam no ecossistema de tecnologia.

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