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Como evitar intoxicação alimentar em períodos fora de casa

  • Créditos/Foto:DepositPhotos
  • 29/Setembro/2025
  • Da Redação, com assessoria

Viagens costumam envolver novos sabores, rotinas diferentes e refeições fora de casa. No entanto, a alimentação em trânsito, especialmente em rodoviárias ou locais com estrutura limitada, exige atenção redobrada. A intoxicação alimentar é uma queixa comum e pode comprometer a experiência da viagem, além de representar riscos maiores para crianças, idosos e pessoas com imunidade baixa.

Segundo Suziane Martins Severino, professora do curso de Nutrição da Una Jataí, a primeira dica para quem pretende comer fora durante uma viagem é simples: observar o ambiente. “Sempre que for a algum lugar novo para se alimentar, é importante observar a higiene do local e se os arredores não têm foco de sujidades ou lixos expostos. Isso já é um indicativo da qualidade do que está sendo servido”, explica.

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Comida de rua e água mineral

Frutos do mar mal cozidos ou mal higienizados, além de alimentos vendidos em praias, feiras livres ou rodoviárias, estão entre os mais associados a quadros de intoxicação alimentar, especialmente nas férias. “Comidas de rua, por estarem mais expostas, exigem um olhar atento. É importante observar a higiene do vendedor, o aspecto e o odor do alimento antes de consumir”, alerta a professora.

Outro ponto essencial é a água. Seja em destinos nacionais, seja em internacionais, a recomendação é clara: prefira sempre a água mineral. “A água contaminada também é uma fonte importante de infecções”, orienta Suziane.

Como saber se o alimento está impróprio

Mesmo quando a aparência parece normal, um alimento pode conter micro-organismos capazes de causar doenças. Mudanças no odor ou na textura podem ser sinais de alerta. “Alguns micro-organismos não alteram visivelmente o alimento. Por isso, manipulação correta, origem confiável e conservação são fatores essenciais para a segurança alimentar”, afirma a especialista.

O que fazer em caso de intoxicação alimentar

Os sintomas mais comuns da intoxicação alimentar incluem náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e, em casos mais graves, cefaleia e até paralisia muscular. Eles podem surgir em poucos minutos, horas ou até dias após a ingestão.

Se os sintomas forem leves, é possível tratar o mal-estar sem uso de medicamentos. “Repouso, ingestão de água potável e soro de reidratação oral são fundamentais. Manter o corpo hidratado é a principal prioridade nesse momento”, orienta a professora. Se os sintomas forem mais fortes ou persistirem, procure um médico.

Alimentação preventiva e grupos vulneráveis

Manter uma alimentação equilibrada também contribui para a prevenção de infecções. Segundo Suziane, alimentos ricos em vitaminas, sais minerais, fibras e probióticos ajudam a fortalecer a imunidade e tornam o organismo mais preparado para lidar com ameaças.

Públicos como crianças, idosos e pessoas imunocomprometidas devem redobrar os cuidados. “Esses grupos são mais vulneráveis e podem apresentar sintomas mais severos mesmo diante de contaminações leves. Por isso, o ideal é priorizar locais confiáveis e evitar alimentos crus ou mal armazenados”, destaca.

O que levar na bagagem alimentar

Para quem vai enfrentar longos trajetos de carro, ônibus ou avião, a professora recomenda alimentos práticos e seguros, como frutas secas, castanhas e nozes. “Esses alimentos têm boa durabilidade e não exigem refrigeração, além de oferecerem nutrientes importantes para manter a energia durante a viagem”, orienta. Em tempos de férias, o cuidado com a alimentação deve acompanhar o planejamento do roteiro.

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