Ciência
Por que o "clone" de Bryan Johnson não é uma cópia humana
- Créditos/Foto:DepositPhotos
- 04/Agosto/2026
- Bianca Bellucci
O empresário norte-americano Bryan Johnson, de 48 anos, afirmou ter desenvolvido em laboratório um “clone” de si mesmo. Essa réplica, porém, não é um embrião, um bebê ou um ser vivo completo, mas um conjunto de células reprogramadas para fins de pesquisa.
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O “clone” de Bryan Johnson
Conhecido por investir milhões de dólares em um projeto pessoal voltado ao combate ao envelhecimento, Johnson apresentou a iniciativa em uma publicação no X (antigo Twitter), na qual detalhou o processo de criação do material, chamado por ele de “Baby-Bryan”.
O processo começou com a coleta de sangue e a extração de células do próprio Johnson. Em seguida, essas células receberam os chamados fatores de Yamanaka – um conjunto de proteínas capazes de reprogramar células adultas para um estado pluripotente, permitindo que possam se transformar em diferentes tipos de tecidos.
Na prática, a técnica busca “reiniciar” características associadas ao envelhecimento celular. A partir dessa reprogramação, as células poderiam, em teoria, dar origem a estruturas como neurônios, células do músculo cardíaco e células da retina.
Segundo Johnson, o “Baby-Bryan” atualmente “vive em uma placa de Petri” e poderá, no futuro, ser usado em diferentes aplicações médicas. Entre as possibilidades citadas pelo empresário, estão o uso das próprias células como fonte para doação de sangue, testes de terapias, desenvolvimento de tratamentos personalizados e cultivo de órgãos para transplantes.
O que diz a ciência
Apesar do termo “clone” utilizado por Bryan Johnson, o procedimento não representa a criação de uma cópia humana. O material desenvolvido em laboratório é composto apenas por células modificadas, sem a formação de um organismo completo.
A reprogramação celular é uma das áreas estudadas pela medicina regenerativa e busca transformar células comuns em ferramentas capazes de reparar ou substituir tecidos danificados. As aplicações médicas, no entanto, ainda dependem de pesquisas que comprovem sua segurança, eficácia e viabilidade antes de qualquer uso em larga escala.
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