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Resumão da Semana

5h30 da manhã, cadê o cinema erótico, 33Giga?

  • Créditos/Foto:Divulgação
  • 30/Julho/2026
  • Sérgio Vinícius

E o Orlando Golada, hein?

Hoje eu queria falar do Glen Hansard, que conseguiu a proeza de atuar e tocar nos dois melhores filmes musicais da história. Além de, claro, atuar e tocar no melhor filme da história. E tudo isso fazendo o mesmo personagem, que era ele mesmo na vida real, mas com outro nome. Obrigado, Outspan Foster.

 

 

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Mas não vou falar nada disso. O importante mesmo é crítica abalizada de cinema e curadoria de IA e a importância da frase “Deus ajuda a quem cedo madruga”.

Então, vamos lá.

 

 

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Começar a trabalhar, regularmente, entre 5h e 6h da manhã permite conversas muito ricas com pessoas que estão em outro fuso horário, como repórteres da Legião Estrangeira. Ou com Marcella mesmo.

– Um cliente pediu para ajustar todos os textos que enviamos. As alterações: trocar todos os traços por vírgula. Tá com medo de parecer texto de IA.

– Eu TEMIA a chegada deste momento.

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– E agora chegou um pedido de anúncio no 33Giga bem curioso.

– Lá vem.

– Sou a XXXX, da XXXXX. Estamos com um orçamento generoso para construir parcerias de conteúdo de alta qualidade para o XXXXXX — um humanizador de texto via IA poderoso que contorna a detecção de IA de forma fluida. É uma ferramenta que economiza muito tempo para estudantes, redatores freelancers e profissionais de SEO.

(Como ainda não anunciou, me dou ao direito de deixar os XXXXX. Quando anunciar, eu até tatuo essa ferramenta aí na perna)

– É uma IA para desIAr o conteúdo de IA.

– Sem contar que esse texto deles já tá parecendo IA. E ainda falta uma vírgula depois de redatores.

– Ai, eu tô rindo sozinha, porque é tudo demais. Acho que se eu passar um dia com XXXXXX e com XXXXXX todo o meu cérebro será reprogramado e eu voltarei um ser humano completamente novo.

(Como as figuras supra citadas ainda não anunciaram para aparecer no 33Giga, me dou ao direito de deixar os XXXXX. Quando anunciarem, eu até passo o dia todo com eles)

– Isso é final de filme de terror. Tipo A Chave Mestra. Ou comédia, como O Pequenino, sei lá.

– Isso! Essa vibe mesmo. Começa um sobe som de um rock aleatório dos anos 2000.

– O final de Laranja Mecânica, mas ao contrário. Se bem que agora me confundi com o final, se o Alex fica manso ou volta a ficar mais maluco. E é de foder lembrar o nome do personagem e não lembrar o que acontece.

– Pior que eu também não lembro. A última vez que assisti foi na escola.

– Eu também. E eu li, daí já tô achando que o filme e o livro têm finais diferentes. E foi tudo na escola.

– O livro é bom? Tem umas edições tão bonitas de capa dura, sempre pego na mão.

– Eu amei. Foi meu livro favorito por anos. Mas, quando eu li, era adolescente ou pré adolescente, daí eu era mais burro que hoje.

– É curtinho. Vou pegar o audiobook, se eu engajar, pego o livro.

– Para você ver como são as coisas. O livro e o filme têm finais completamente diferentes. (Acabei de pesquisar, claro)

– Olha só! Não me conta!

– O livro é inglês. Mas foi publicado nos EUA sem o último capítulo, porque os editores acharam que não parava em pé. Aí o Kubrick filmou a versão americana.

– Ué!

– Porra, que maluquice.

– Mas aí termina sem fim?

– Pior que, olhando aqui, ambos os finais cabem.

– Isso é muito coisa dos EUA. E agora fiquei muito curiosa pra ler esse tal capítulo.

– Tipo “vamos fazer do nosso jeito”.

– É tipo eles fazendo remake porque o povo não lê legenda.

– Também seria a cara do Kubrick, que mudou o final de O Iluminado. Mas, no caso de Laranja Mecânica, ele não teve culpa. Só adaptou a edição errada.

– Mas o final do livro é melhor?

– Não vou pesquisar, então posso estar inventando ou sonhei com isso. Mas pelo que me consta, o Stephen King odeia umas coisas no filme. Aquele mar de sangue saindo do elevador. O final, com a foto do zelador lá na festa antiga de ano novo… Ele não entendeu nada daquilo.

– Mas é o Kubrick, né? E falando em King, você viu o trailer da adaptação de Carrie do Mike Flanagan?

– Vi.

 

– Não sei se eu entendi direito, mas parece que a mãe vai ser tipo mãe coruja (o que não faz o menor sentido, mas é a cara do Flanagan).

– Não botei reparo. Só achei que a atriz que faz a Carrie não parece a Carrie.

– Pois é, também não gostei. Eu sou muito contra remake/reboot, então já não tô botando muita expectativa.

– Mas também não sei se ele colocasse a Sissi Spacek (sei lá como escreve) vestida de adolescente se ia dar certo nessa série.

– A Sissi é muito icônica, eu lembro que eu morria de medo quando era criança.

– Eu também, porque ela tem cara de medo.

– Acho que foi a minha primeira referência de atriz com cara de doida.

– E o “namorado” dela no filme é o Travolta, né?

– Sendo que o top 5 cara de doida é Allison Williams, Mia Goth, Sophie Thatcher, Samara Weaving e Samantha Sloyan.

– Hoje minha memória tá esquisita.

– Era o Travolta, sim! O original é bom demais. Tudo.

– A mãe dela também tinha cara de doida, não?

– Tinha! Todo mundo era muito doido. Mas o que eu mais tinha medo era isso aqui:

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essa porra de estátua de Jesus do filme Carrie (1976)

– Puta merda!

– Era tipo um jumpscare. Muito bizarro.

– …

– Era muito desconfortável. Preciso rever.

– Eu só vi uma vez também e lá longe.

– Minha mãe era viciada nesse. Eu vi umas 20 vezes na infância.

– Ah, tipo eu (meu pai) com (ai ai) A Noviça Rebelde.

– Nossa, mas A Noviça Rebelde é triiiiiiste, não é?

– É um musical sambado. É triste ter que ver.

– Minha mãe é obcecada naquele filme tenebroso do escorpião rei, sabe?

– Mas esse filme é excelente. Com o The Rock?

– Eu tenho tanto ódio desse filme até hoje, porque me causava dor física o quanto era mal feito.

– É uma parada de A Múmia? Sei lá, um puxadinho.

– Isso. É meio que um spinoff. Mas é muito mal feito, Sérgio. Não tem cabimento.

– Sérgio?

– Ó

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