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Dia das Crianças: saiba quando, e como, falar sobre cibersegurança com seus filhos Dia das Crianças: saiba quando, e como, falar sobre cibersegurança com seus filhos

Pesquisa da Kaspersky revela que 98% das crianças brasileiras entre 7 e 12 anos têm o seu próprio dispositivo conectado. Este dado reforça o fato do Brasil ser o segundo País com a maior entrada de aparelhos entre os locais pesquisados — ficando atrás somente da Arábia Saudita. Entretanto, poucas são as crianças que sabem sobre cibersegurança e como se proteger na internet.

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Por mais que a maioria das crianças esteja online, somente 47% dos pais brasileiros entrevistados confiam que seus filhos navegam na internet em segurança sem supervisão. Isso é um problema porque, além de não supervisionarem os pequenos, os responsáveis não conversam com ele sobre seus hábitos na web.

Para se ter uma ideia, no Brasil, 62,6% dos entrevistados disseram que conversaram menos de 30 minutos sobre cibersegurança. Entre os principais desafios para mudar este cenário, está a dificuldade em explicar sobre as ameaças cibernéticas de uma maneira que as crianças compreendam.

Para ajudar os pais, a Kaspersky e o 33Giga relacionam algumas orientações sobre quando e como falar sobre cibersegurança com seus filhos – de acordo com cada faixa etária.

Entre 3 e 6 anos
Nessa idade, os vídeos e jogos coloridos e com letras ajudam no desenvolvimento da criança e exercitam a memória e lógica. Mas é necessário monitorar de perto as ações do seu filho na internet, para que eles não passem muito tempo online.

Entre 7 e 10 anos
As crianças nessa faixa etária começam a usar computadores para tarefas escolares e recomendamos que os pais entrem em um acordo com seu filho para definir um tempo ideal, mas que não exceda 40 ou 50 minutos por dia. De acordo com a pesquisa da Kaspersky, as crianças brasileiras ficam aproximadamente seis horas por semana online, quando estão em casa.

Nessa fase, os jogos que ampliam a percepção da criança e ensinam idiomas estrangeiros são muito úteis. Outro tema importante que pode ser introduzido nesta fase é sobre os e-commerce.

Segundo estatísticas da Kaspersky Security Network, o interesse das crianças por compras online cresceu de 2% em 2018 para 9% em 2019 na América Latina. Por isso, é importante ensinar o valor do dinheiro, principalmente quando a compra é feita com a mesada da própria criança — o que faz com que ela entenda se há necessidade de adquirir o produto.

Entre 11 e 13 anos
Nessa faixa etária, os pais devem conversar sobre quais serão as atividades online que seus filhos terão e definir em conjunto um tempo ideal e as regras de uso. Além disso, é importante introduzir os riscos online. A criança precisa sentir que a opinião dela importa, mas que ao mesmo tempo os pais acompanharão suas atividades para orientá-las. Além disso, é muito importante reforçar que a criança pode sempre procurá-los caso se sinta desconfortável ou insegura em uma situação online.

Se a criança tiver contato com redes sociais, é essencial orientar seu uso. Explique que ela não deve conversar com estranhos. Além disso, reforce que não se deve postar fotos ou informações como nome completo, nome da escola, endereço residencial ou dados de compra, porque isso pode colocar em risco a segurança de toda a família. Caso a criança chame um amigo para brincar com ele em casa, estabeleça a regra que os detalhes de data e endereço devem ser definidos entre os pais por telefone ou pessoalmente.

Entre 14 e 17 anos
Restringir o tempo no computador e do uso de outros dispositivos para adolescentes com mais de 14 anos somente é possível se você mesmo estiver preparado para monitorá-lo. A melhor forma é estabelecer um conjunto comum de regras domésticas.

A pesquisa da Kaspersky levantou ainda as regras mais comuns usadas pelos pais brasileiros com relação ao uso da internet por crianças são elas:

• Não permitir dispositivos durante as refeições;

• Prazos para o uso dos dispositivos e internet, como “nenhum dispositivo ou internet após às 23 horas”;

• As crianças devem pedir permissão aos pais para acessar determinados sites ou usar alguns aplicativos;

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