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Exchange brasileira lança cartão que converte criptomoeda em reais no ato da compra
- Créditos/Foto:Divulgação/OnilX
- 21/Outubro/2025
- Da Redação, com assessoria
Em 2021, o então ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a dizer que “ninguém comprava um sanduíche com Bitcoin”. O comentário resumia bem o sentimento de boa parte do mercado: as moedas digitais podiam ser ativos de investimento, mas estavam longe de funcionar como meio de pagamento. Quatro anos depois, essa ideia começa a mudar. A OnilX, exchange brasileira focada em soluções de pagamento com ativos digitais, acaba de lançar o Crypto Card OnilX, cartão que converte criptomoeda em reais e permite usá-la em compras comuns, do almoço em restaurantes à passagem aérea, sem que os estabelecimentos precisem lidar com cripto diretamente.
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Segundo Fábio Lino, presidente da OnilX, o sistema faz a conversão automática das moedas digitais em reais no momento da compra, dentro da conta do usuário. “A rede de processamento que liquida a transação recebe a taxa normalmente, e o lojista continua recebendo em reais. Para ele, nada muda”, explica. O modelo funciona de forma semelhante a um cartão tradicional, mas com saldo em criptomoedas. O usuário pode, por exemplo, manter seus valores em Tether Dólar (USD), uma stablecoin pareada ao dólar americano, e, ao passar o cartão, o valor é convertido em reais instantaneamente.
“Construímos nossa própria tecnologia para oferecer mais segurança, velocidade e flexibilidade. Isso nos permite adaptar o produto ao mercado brasileiro e ampliar as funcionalidades de forma contínua, sem depender de terceiros”, afirma Lino. Ao contrário de soluções internacionais que operam de forma limitada no Brasil, o sistema da OnilX foi desenvolvido com infraestrutura local, integração bancária e suporte em português. A empresa também afirma seguir as regras de compliance exigidas pelo Banco Central e órgãos reguladores.
A novidade faz parte de um movimento maior: o de aproximar o universo das criptomoedas da rotina financeira das pessoas. Se antes o uso era restrito a investidores ou entusiastas da tecnologia, agora começa a ganhar espaço no consumo cotidiano. Segundo relatório da Boston Consulting Group (BCG), o mercado de pagamentos com criptoativos deve ultrapassar os US$ 3 trilhões até 2030, impulsionado pela busca por soluções financeiras mais ágeis e descentralizados. No Brasil, estima-se que, dos 59 milhões de investidores nacionais, cerca de 11% alocam parte dos recursos em criptoativos. Este número representa cerca de 6,5 milhões de pessoas – 3% da população do País –, especialmente homens na faixa dos 30 anos, que já operam ativos digitais, conforme pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
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