Carregadores não originais podem ser prejudiciais a smartphones Carregadores não originais podem ser prejudiciais a smartphones

Parte dos carregadores de smartphones, após um determinado tempo de uso, pode ser danificado, seja por manuseio incorreto ou apenas devido ao desgaste dos seus componentes. Alguns consumidores optam por comprar um carregador similar ao original como reposição. Mas é preciso ter cuidado com estes produtos. Segundo um teste realizado pela PROTESTE, os carregadores não originais podem demorar a carregar o aparelho celular.

A associação alerta que o uso de um carregador similar ao original pode fazer com que o consumidor tenha que esperar praticamente o dobro de tempo para contar com a bateria cheia. Para verificar a compatibilidade dos carregadores com os celulares, basta realizar uma consulta ao manual de instruções e verificar se a corrente de saída (out put) é equivalente a corrente exigida para seu modelo.

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O estudo

O valor de alguns carregadores não originais pode ser mais atrativo, porém, as vantagens em tê-lo, segundo a PROTESTE, não são muitas. Para chegar a estas conclusões, a associação avaliou alguns tipos de carregadores similares aos originais. De todos, os produtos testados da marca Geonav foram os que tiveram pior resultado: a corrente de saída medida (0,75 A) equivale a 22% do indicado na embalagem (3,4 A). Vale ressaltar que, ante o original, o preço cai apenas R$ 11,20.

Em seguida, vem o da marca Multilaser, com resultado de entrega em 32%, o equivalente a 0,65 A, em relação ao prometido (2,1 A). Logo, ao optar pelo carregador genérico, o aparelho demorará muito mais para ficar com a carga completa. Na prática, enquanto o original toma menos de 3 horas para deixar o celular com a bateria totalmente cheia, os demais precisarão de, no mínimo, 3 horas e 24 minutos.

A associação ainda observou que os produtos com mais de uma entrada USB, que carregam dois ou mais celulares ao mesmo tempo, disponibilizam correntes já divididas. O correto, porém, seria que elas só se dividissem no caso de o consumidor carregar mais de um smartphone ao mesmo tempo. De qualquer forma, o mínimo esperado era que pelo menos 1 A fosse direcionado para cada saída, o que, de acordo com o teste, não acontece.

Medida de corrente

É pelo valor de corrente dada em Ampére (A), que o consumidor deve selecionar o carregador que vai comprar. Para isso, é necessário consultar o manual de instrução do celular e verificar qual corrente de entrada (in put) seu modelo exige e, assim, escolher o carregador que informa enviar, no mínimo, esta medida de corrente.

Cabe ressaltar que, se o celular exigir 1 A, o fato de você selecionar um carregador que disponibiliza 2 A, o carregamento não será mais rápido, pois o celular vai absorver no máximo 1 A. Caso o modelo exija 2,1 A, não vale a pena comprar um carregador que disponibiliza 1 A, pois o carregamento da bateria irá demorar muito mais do que o normal.

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No álbum, confira todos os eletrônicos testados pelo 33Giga:

 
 
  • JBL Tune 110 BT. O teste completo você vê em http://tinyurl.com/yb6ecbmf
  • Sony_Xperia XZ2_Preto
  • Fone JBL T450BT. O teste completo em https://wp.me/p7AVMp-eKM
  • Testamos: por R$ 330, caixa de som Pulse é resistente à água e dura mais de cinco horas
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