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Ciência

Calcinha com grafeno? Como tecnologia virou aliada da moda íntima

  • Créditos/Foto:Divulgação/Toda Up
  • 10/Junho/2026
  • Da Redação

Durante muito tempo, escolher uma calcinha significava pensar apenas em modelagem, renda ou se ela marcaria a roupa. Mas uma nova geração de moda íntima começa a transformar essa lógica ao unir fashion, conforto e tecnologia têxtil em peças pensadas para acompanhar a rotina real das mulheres.

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Entre os materiais que passaram a ganhar espaço nesse mercado está o grafeno – composto conhecido por sua resistência e capacidade de condução térmica. Inicialmente estudado para aplicações tecnológicas e industriais, agora aparece também em tecidos voltados ao bem-estar e à moda íntima.

Na prática, a proposta é simples: criar peças mais respiráveis, confortáveis e funcionais para o uso diário. Em um cenário em que as mulheres passam horas sentadas, em trânsito, trabalhando ou treinando, tecidos que ajudam no controle de umidade, temperatura e proliferação de bactérias começam a se tornar um diferencial importante, especialmente nas roupas íntimas.

“Tecidos respiráveis fazem diferença para a saúde íntima porque ajudam no controle da umidade e permitem uma circulação de ar mais adequada na região. Isso contribui para o equilíbrio do pH e da flora vaginal, além de ajudar na prevenção de desconfortos, odores e proliferação de fungos e bactérias”, explica a ginecologista Renata Zito. “Com isso, os tecidos tecnológicos passam a ganhar espaço também na moda íntima, unindo conforto e funcionalidade para a rotina feminina.”

Atenta a esse movimento, a marca brasileira Toda Up desenvolveu a linha Skin Up, composta por um modelo de top e dois modelos de calcinhas em poliamida e elastano. As calcinhas possuem o forro composto por fibra de celulose regenerada, grafeno e elastano. A proposta é oferecer uma experiência de “segunda pele”, com peças leves, sem costura aparente e pensadas para acompanhar diferentes momentos da rotina.

A composição do forro das calcinhas combina conforto e funcionalidade. A fibra de celulose regenerada proporciona toque macio, respirabilidade e absorção de umidade, enquanto o grafeno atua como agente antibacteriano e termorregulador, ajudando a equilibrar a temperatura da peça ao longo do uso. Já o elastano entrega elasticidade e adaptação ao corpo sem apertar ou limitar os movimentos.

Outro diferencial está no acabamento invisível. Com corte a laser e sem costuras aparentes, as peças não marcam sob a roupa e oferecem sensação de leveza durante o dia inteiro – atributo cada vez mais valorizado por consumidoras que priorizam praticidade no vestir.

O movimento acompanha uma mudança maior no consumo de moda íntima. Se antes a prioridade era apenas estética, hoje cresce a procura por peças que acompanhem diferentes corpos, rotinas e necessidades sem abrir mão do conforto, da durabilidade e da sensação de bem-estar. No fim, a inovação talvez esteja justamente nisso: transformar algo básico e cotidiano em uma experiência mais confortável, funcional e pensada para o corpo real.

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