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Resumão da Semana

O nome verdadeiro do Humberto Eco era Humberto Berto?

  • Créditos/Foto:Reprodução
  • 30/Maio/2026
  • Sérgio Vinícius

Eu gosto muito do boato que dá nome à newsletter de hoje.

Creio que empata com o do nome do Dr. Drauzio Varella ser, na verdade, Dr. Auzio Varella. E perde, disparado, para o do Pedro Bial fazendo 30 gols e batendo o recorde do Falcão.

 

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Mas, bom, mas vamos ao que (não) interessa.

Minha mãe, desde janeiro, tá com um aparelho de ouvido muito, muito bom. Então, basicamente, a vida dela mudou. Se tem passarinho cantando, ela comenta “olha que bonito o passarinho cantando”. Gato miando, cachorro latindo, cavalo relinchando. Comenta tudo o que ouve e acha tudo lindo.

 

Aí, enquanto escrevo isso, ela tá passando roupa no quintal e mandou um “meu Deus, que bicho horrível gritando. O que é?”.

 

“Uma criança chorando, mãe.”

 

ASA

 


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E, falando em boatos, em 2010, aconteceu o incidente abaixo.

 

Police on my back, na voz de Cher, diretamente do Piritubão

 

– Tem um bife aí?

– Por que diabos você quer um… argh! O que aconteceu com seu rosto?

– Por isso quero um bife, gelo ou algo assim.

– Você apanhou na rua?

– Pode-se dizer que sim.

– Que aconteceu?

– Estava vindo para cá…

– Sei.

– Aí começou a tocar “Police on my back” do Clash.

– Bela música. Dá vontade de correr.

– Foi o que fiz. Estava sobre uma passarela da Anchieta. Comecei a correr e cantar “police on my back, police on my back”.

– E caiu lá de cima de cara no chão?

– Só se eu fosse imortal pra cair lá de cima e continuar vivo, só com a cara amassada como sequela.

– É verdade.

– Bom, aí nessa de correr e cantar “police on my back”, cruzei com um cidadão, que resolveu correr atrás de mim.

– Por quê? Achou que era pega-pega?

– Nada. Era gringo. Inglês. Achou que eu tava sendo perseguido pela polícia e quis me capturar.

– Capturou?

– Capturou. Me pegou, meteu minha cara no chão e me imobilizou. Aí, chamou a polícia.

– E você foi preso?

– Fui nada. Chegou a polícia, esclarecemos a confusão. Eu servindo de intérprete para ele, inclusive.

– Caramba.

– Pois é. Aí os policiais chegaram, entenderam o mal-entendido e perguntaram se eu queria fazer queixa contra o gringo.

– E você fez?

– Claro que não. O cidadão tava muito bem intencionado. Achei que colocá-lo na cadeia ia fazer um mal para a população, que precisa de gente bem intecionada assim para salvá-la.

– E ele te pegou de jeito, hein? Sua cara tá fodida de todos os lados.

– Ah, mas a maior parte dos hematomas veio do ponto de ônibus.

– Como é?

– Bom, esclarecido tudo, voltei a caminhar. Vinha para cá. Lá pelas tantas, distraído novamente com a música…

– Ouvindo mais Clash?

– Não. Cher. Ela ainda me emociona, sabe?

– Sei.

– Bom, aí estava distraído, passando por um ponto de ônibus, quando um cidadão foi dar sinal para o Circular parar e enfiou o dedo no meu olho.

– Que zica.

– Pois é. Aí, parei e fiquei cego. Porque o olho esquerdo não tava dos melhores, por conta da confusão com o gringo. E o direito foi dedado pelo popular que queria pegar o busão.

– Puta história triste, meu.

– Pois é. Aí parei para esperar a visão voltar. Nisso, a população queria muito pegar o Circular e avançou. Eu estava entre a porta e essa horda. Resultado, fui, cego, espremido, espancado, socado, humilhado.

– E como chegou aqui? Além de dolorido e mancando, que é o que se percebe de longe.

– Bom, tentei com todas as minhas forças resistir, mas não teve jeito. Me socaram para dentro ônibus. Por sorte, era o Circular. Ele me deixou exatamente onde o peguei. Aí segui meu caminho e cheguei aqui.

– Por sorte?

– Podia ser pior. Podia ser o Penha-Lapa. Aí, a essa hora, eu estaria passando em Quixeramobim e ainda não teria chegado.

– O Penha-Lapa passa em Quixeramobim?

– Passa. Passa em todos os lugares do mundo, exceção à Pirituba, que é perigoso demais.

 

AZAZA

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